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Arrume sua casa com a técnica do semáforo

Criada por personal organizers, o método é um efeito lúdico de triagem para eliminar os excessos acumulados no lar 05/11/2017 às 17:19 - Atualizado em 05/11/2017 às 17:20
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Por Mayrlla Motta

Em menos de dois meses nos despediremos deste ano e daremos boas vindas a 2018. E essa é a época de deixarmos as coisas velhas para recebermos com primor as novas. Por isso, nada melhor do que começar a limpeza dentro de casa, não é mesmo? Baseado no semáforo, a técnica verde-amarelo-vermelho vai nos ajudar nessa tarefa. 

Criada por personal organizers, o método é um efeito lúdico de triagem para eliminar os excessos acumulados no lar. Segundo a fundadora da  empresa de organização Kiiro, Talita Melo, podemos usar este recurso para várias atividades. “Tanto para indicar processos ou ações, como para criar uma caixa de entrada de documentos, com o vermelho indicando ‘resolver’ e o verde ‘arquivar’, por exemplo. O mesmo fluxo pode ser útil na lavanderia, indicando roupas para lavar, consertar, passar e assim por diante”, afirma.

A personal organizer explica o profissional de organização tem o semáforo como referência nos projetos. Neste caso, o significado das cores foi modernizado para ser aplicado  à vida real. Três fatores estimularam a criação da técnica: “Limitarmos o número de escolhas durante o processo, reduz o estress físico e emocional de uma etapa de desapego. Os principais pontos de excessos são trabalhados com efeito recompensa. Por fim, em um processo antes considerado ‘descarte’, todos saem ganhando em retorno financeiro, tempo, espaço, nobreza e bem-estar”, aponta.

Dinâmica das cores
Mas, afinal de contas, como podemos utilizar essa estratégia para organizar a residência?  No trânsito, o semáforo exerce função de orientar pedestres e veículos. Com isso, ele organiza o fluxo e ajuda, na maioria das vezes, a reduzir conflitos. É por isso que se a sinalização tiver desligada, o trânsito fica uma bagunça. Utilizar, portanto, esse método de organização em casa será útil. Talita explica que ele é trabalhado da seguinte maneira: na categoria verde, se encaixa tudo que pode ser vendido e que não faz mais sentido guardar para si. Pode ser uma peça de marca, em bom estado ou com apelo vintage. “Vestidos de festa, calçados, entre outros, costumam ser bem vendidos na Internet”, completa Talita.

Na categoria amarela, entra tudo que exige atenção. “Essa triagem reflete o espírito de ‘atenção’ e reúne tudo aquilo que requer uma ação. É para estimular a resolução de tudo aquilo que há tempos rouba tempo na vida: reparos, lavagens, presentes e devoluções, por exemplo”, ensina a organizadora. Já na categoria vermelha, entram aqueles itens em bom estado que você não utiliza mais. É hora de separá-los numa caixa e redirecionar para doação. 

Segundo a especialista, a técnica pode ser usada em todos os cômodos. “O que vai variar é que algumas áreas contêm fatores que facilitam a etapa, como data de validade de itens na despensa e no banheiro, remédios e produtos, por exemplo”, diz ela. 

A triagem também está diretamente relacionada à etapa de setorização. “Se você tem dez potinhos plásticos, pode escolher a média de cinco em melhor estado. Se há dez jogos de cama, é possível viver com quatro ou cinco sem repetir o mês todo. O mesmo para os itens mais desafiadores, como roupas e sapatos”, ensina.