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Manauenses são os brasileiros com diabetes que mais cuidam da saúde

No Dia Mundial do Diabetes, pesquisa em mais de sete capitais brasileiras revela hábitos de cuidados dos portadores da doença 14/11/2017 às 17:10 - Atualizado em 15/11/2017 às 22:34
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A maioria dos pacientes com diabetes de Manaus (52%) afirmou se movimentar bastante ao longo do dia, sendo que a média nacional registrada na pesquisa é só de 37% (Reprodução)

A população de Manaus e região metropolitana está dando um bom exemplo para o restante do país. Segundo a pesquisa “Empoderamento do Paciente – importância e desafios”, da Abbott, empresa global de cuidados para a saúde, as pessoas com diabetes da região são as que mais possuem hábitos saudáveis, quando comparadas a brasileiros de outras regiões do país. A pesquisa da Abbott ouviu 480 homens e mulheres com diabetes, de mais sete capitais brasileiras (Fortaleza, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), entre os dias 2 e 20 de junho. O objetivo da pesquisa foi convidar os brasileiros a refletirem sobre a importância da conquista e manutenção da saúde e seus principais desafios.

A maioria dos pacientes com diabetes de Manaus (52%) afirmou se movimentar bastante ao longo do dia, sendo que a média nacional registrada na pesquisa é só de 37%. Além disso, 94% dos entrevistados manauenses com diabetes realizam as principais refeições ao longo do dia e 90% dormem 6 a 8 horas por noite.

As principais motivações dos pacientes com diabetes para melhorar os hábitos alimentares é o aumento da qualidade de vida (56%), manter a condição de saúde sob controle (50%) e se sentir mais bem disposto (48%).

O estudo também mostrou que, após o diagnóstico, os entrevistados de Manaus são os que se sentem mais determinados a melhorar sua saúde (44%) e que mais aumentaram o tempo que dedicam para si (81%). Na visão de 27% dos entrevistados, a principal barreira para o tratamento ideal é não ter mais recursos financeiros.

Confira 5 dicas simples da nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil, Patrícia Ruffo. Algumas delas já estão entre as metas dos manauaras:

1. NÃO PULE REFEIÇÕES E NÃO FIQUE EM JEJUM DURANTE LONGOS INTERVALOS

Ignorar uma refeição pode afetar negativamente o nível da  glicemia, especialmente para quem  administra insulina.
Ao fazer uma refeição, é bom ter como objetivo encher metade do prato com legumes e ou verduras (brócolis, cenouras, espinafre). A outra metade pode ser dividida em um quarto de grãos (arroz integral ou lentilha), ou até mesmo por opções como a batata-doce; e o quarto final com proteína magra (peixe, perú ou frango sem pele).

2. MANTENHA-SE HIDRATADO

Beber água é importante para a saúde geral e bem-estar, mas novas pesquisas1 mostram que a bebida também pode ajudar com as calorias que consumimos. Além disso, a escolha da água pode ser útil para limitar outras bebidas açucaradas que podem ser tentadoras.

3. SEJA ESPERTO COM OS CARBOIDRATOS

Os alimentos ricos em carboidratos podem fornecer muitos nutrientes bons. No entanto, em comparação com as gorduras e proteínas, os carboidratos têm o maior impacto sobre a glicemia. É por isso que é importante escolher os carboidratos sabiamente e optar por alimentos com baixo índice glicêmico - carboidratos que são lentamente digeridos e não afetam os  níveis de glicemia. 

4.  PRESTE ATENÇÃO ÀS PORÇÕES

No controle da glicemia é importante verificar não apenas o que, mas também o quanto se come. Algumas orientações simples para estimativa de porções podem ajudar bastante:

Uma xícara = uma mão fechada

1 colher de sopa = o dedo polegar

5. DIMINUA A VELOCIDADE

O cérebro demora cerca de 20 minutos para avisar o estômago da sensação de saciedade.  Quando as refeições são consumidas lentamente, as pessoas comem significativamente menos calorias do que aquelas que comem rápido. Para ajudar a diminuir a velocidade ao comer, a dica é mastigar lentamente.

Referência:

1. Plain water consumption in relation to energy intake and diet quality among US adults, 2005–2012. Site. [Acessado em  novembro. 2016].