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A Bailarina, o sonho e a paixão

O filme é cheio de lições importantes às crianças: sobre a importância do sonho, da perseverança, da honestidade e de amar o que você quer fazer na vida.... 01/02/2017 às 11:45
Show bailarina o filme1

Liège Albuquerque

“Que é importante a gente acreditar nos sonhos e ter paixão pelo que quer fazer que tudo vai dar certo, como você sempre diz, hem?”. Desculpem o spoiler, mas vocês sabem que todo filme infantil tem final feliz e não é diferente com A Bailarina. Mas a frase do início é de minha filha Catarina, de 8 anos. E é exatamente isso a “moral” do filme e na qual eu acredito firmemente que é a “moral” da vida: a gente deve sonhar e ter paixão pelo que escolhe ser para ter sucesso na vida.

Assisti ao filme com a ideia de fazer uma resenha para o blog, observando as reações de minha filha que foi criada cinéfila, como eu, dentro de um cinema desde um ano de idade (e sempre fascinada pelo telão e bem comportada na poltrona). Queria observar especialmente suas reações frente às atitudes da protagonista, algumas nada louváveis, como se passar por outra pessoa para conseguir o que quer. Minha filha já estranhou a hora em que a bailarina pega a correspondência que não é sua. “Eita, a carta não é para ela, que feio!”.

E foi assim durante todo o filme, torcendo pela Bailarina Felice e lamentando quando ela desviava no caminho do sucesso - chegando uma vez a quase perder para sempre o fio da meada, mesmo com os alertas do bom amigo Victor. Mas a paixão pela dança a levanta de novo.  E é assim que a vida vai.

Um ponto que qualquer mãe vai relevar no filme é sobre a mãe de Camille, a bailarina sem paixão empurrada para o ofício pela mãe. E como é fácil encontrar mães assim, infelizmente, a empurrar seus filhos para carreiras ou performances que não são suas vocações. Para mim, as melhores mães são sempre as realizadas como pessoas e/ou como profissionais, que não derramam nos filhos suas frustrações.

Eu, por exemplo, pude, graças a minha mãe, escolher e desenvolver uma carreira pela qual sou apaixonada. Minha mãe sempre me impulsionou a isso, assim como faço com minha filha. Mas sempre quis que, além de gostar de estudar, como ela gosta, que ela curtisse duas coisas que queria ter feito na infância e não pude: dança e tocar um instrumento.

Coloquei no balé, mas ela preferiu jazz. No violino e ela preferiu o violão. E foi tão melhor assim: despertei o amor pela dança e pela música, e ela escolheu o caminho. E é por aí que vai o filme e a vida e nós, mães (é, a órfã arruma uma mãe), somos a luz que devemos iluminar o caminho dos filhos. Vejam bem: iluminar e não conduzir (ou induzir) para termos filhos felizes e realizados, o sonho de todas nós.

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