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Briga de irmãos

As desavenças são inevitáveis, principalmente na fase infantil. 08/02/2017 às 13:11 - Atualizado em 08/02/2017 às 13:11
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Nem tudo são flores na convivência entre irmãos

 

FERNANDA TEIXEIRA

 

Famílias com dois ou mais filhos sabem que nem tudo são flores. Crianças com diferença de idade pequena exigem desenvoltura, sabedoria e muita paciência dos pais para lidar com as brigas entre irmãos.

Matheus (5) e Letícia (2) se amam. Eles se completam quando estão juntos. Mas também têm dias estilo “cão e gato”, em que os ânimos acirram, as diferenças vêm à tona e o embate é inevitável.

Eles sempre brincam juntos. Mesmo sendo a mascote da turma, Letícia parece ignorar sua idade e participa de todas as brincadeiras com os primos e amigos mais velhos de igual para igual.

Em casa, no entanto, o clima amistoso entre Matheus e Letícia vira um campo de batalha. A velha disputa por espaço, posse de brinquedos, atenção dos pais, fala mais alto. As risadas cessam e a choradeira começa.

Ultimamente está difícil acalmar as desavenças. Um reclama do outro, faz acusações, mas... no instante seguinte estão juntos mais uma vez. Depois, brigam de novo e assim vai até o final do dia. Uma queda de braço sem fim. Ele exercendo o papel do mais velho, impondo suas vontades, e ela, a de caçula, com manhas e manias. Haja paciência.

Quem nunca se sentiu perdido no meio desse fogo cruzado? A gente aparta, aconselha, briga, coloca de castigo, mas os conflitos entre irmãos são normais e fazem parte do processo de crescimento e amadurecimento do ser humano. Não dá para banir, as brigas sempre vão existir porque ninguém é igual ao outro. Cada um com suas vontades e opiniões. Aos pais, resta pulso forte para selar a paz dentro de casa.