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Torcida Organizada

Artigos de Domingo - 21 de Maio de 2017 20/05/2017 às 00:00 - Atualizado em 20/05/2017 às 20:01
Show bandeira do brasil pintada

Investigada em quatro operações federais, a JBS, maior processadora de carne do mundo, realizou delação premiada e gravou, em 7 de Março deste ano, conversa entre um de seus sócios majoritários, Joesley Batista, e Michel Temer. No diálogo, Temer daria aval ao empresário para continuar a compra do silêncio de Eduardo Cunha, preso pela Operação Lava Jato. Em 17 de março, foi deflagrada a Operação Carne Fraca, em que a JBS, detentora da marca Friboi, é investigada pela compra de certificados sanitários, que permitiriam a colocação no mercado de carne fora dos padrões estabelecidos para consumo. A gravação veio à tona na quarta-feira da semana passada, dia 17 de maio.

A JBS também gravou, na mesma delação premiada, conversas com Aécio Neves que, entre outras coisas, pediria R$ 2 milhões, para pagamento de sua defesa nos processos em que é investigado na Lava Jato. De 2006 a 2016, a JBS pulou de um faturamento de R$ 4,3 bilhões para R$ 170 bilhões, um crescimento admirável. O financiamento de campanhas políticas pela empresa também cresceu: de doações de R$ 200 mil, em 2002, chegou a R$ 366 milhões, em 2014.

Os anos de governo petista foram extremamente benéficos ao crescimento da empresa, que recebeu financiamentos vultuosos do BNDES. Contratos de R$ 8 bilhões de uma subsidiária do banco com a JBS são alvo de investigação de uma das operações. Outra apura o suposto uso irregular de dinheiro de fundos de pensão na empresa. Liberação irregular de recursos do fundo de investimento do FGTS e liberação de crédito junto à Caixa Econômica, tudo mediante fraude, também fazem parte do pacote.

Com frigoríficos em várias partes do planeta, sessenta e cinco deles nos Estados Unidos, o grupo diversificou suas atividades, e atua em diferentes áreas, inclusive no segmento de petróleo. Um dia após as gravações virem a público, a Federal cumpriu mandatos de busca e apreensão, para apurar possível pagamento de propina, pela empresa, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, numa disputa entre Petrobrás e JBS a respeito do preço do gás natural.

Em sua delação, a JBS apontou Guido Mantega, ministro da Fazenda e ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo Lula e ministro da Fazenda no primeiro Governo Dilma Rousseff, como negociador da propina para o PT. As benesses dos governos petistas ao grupo foram tantas que se chegou a especular que Lulinha, filho de Lula, seria um dos donos da Friboi – mas seu nome não aparece no contrato social.

Com tudo isso, você ainda fica aí, torcendo pelo Lula, do PT, pelo Temer, do PMDB, pelo Aécio, do PSDB, ou pelo Bolsonaro, do Ódio? E pior, ainda proclama a velha máxima “rouba mas faz”! A situação é grave e não é de hoje. Que tal você torcer pelo Brasil? Tá na hora de mudar de comportamento. Alguém tem dúvida que a JBS é uma nova Odebrecht? #Pensa