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Luto: por um colega e amigo.

27/01/2017 às 10:42

Estávamos em casa, no final da tarde de sexta feira 20/01, finalizando um almoço entre amigos em uma informal confraria que denominamos de “Preguinho', por conta de meu querido irmão Ovídio de Souza Gomes, que participa ativamente juntamente com outros queridos amigos de almoços regado a um bom vinho e também cerveja bem gelada a fim de degustarmos um (ns) bom (s) prato (s) da nossa riquíssima comida amazônica, além de uma saborosa conversa com os “causos” adequados ao momento, quando fomos surpreendidos com uma triste notícia dada por um colega de que um  Promotor de Justiça havia sido baleado em um assalto. Seu nome: Paulo Cardoso Carvalho.

O sentimento alegre logo se transformou em surpresa, estupefação e profunda tristeza, pois a informação, ainda desencontrada, era de que o Paulo havia sido atingido com uma das balas em seu coração, logo dificilmente sobreviveria, apesar de ter chegado no hospital 28 de agosto ainda com pulsação sanguínea. Não demorou muito para que a trágica notícia de seu falecimento se confirmasse  numa  questão de minutos, demonstrando claramente, a efemeridade e fragilidade da vida, assim como esta é tão volúvel, pois se varia de um momento alegre para um abatimento forte em questão de muito pouco tempo, minutos ou segundos até. O aperto no peito ainda se faz sentir, lamentando por ele, pela família enlutada e por todos aqueles que o conheceram.

Coroa a tristeza, a forma como se deu tal fato com o amigo Paulo, que sempre foi uma figura humana pacata, calma, honesta, séria, apreciador de uma boa cerveja, assador de um churrasco como ninguém, um bom jogador de futebol e de dominó, sem precisar citar o pai, marido, avô, bom filho, amigo de todas as horas. “Serão muitas as lembranças boas que deixarás, Paulo”. Ainda pude ter o privilégio de homenageá-lo em vida pelos grandes serviços que prestaste à nossa Entidade de Classe (AAMP), quando outorgamos-lhe uma singela “medalha” por tudo que fizeste em prol de nossa classe ministerial, em uma das vezes que presidi aquela importante Casa.

Fico a pensar, se eu estou me sentindo tão triste e abatido, como não deve estar sua esposa Zilclei Pena de Carvalho, seus filhos, Ademar e Alexandre Carvalho, os quais sempre estiveram presentes em sua vida e você na deles. A fatalidade dramática das cenas vistas por quase toda a população de Manaus em razão da facilidade que as redes sociais têm de divulgar notícias boas ou más como esta, levam a uma grande comoção e incapacidade diante da violência, a que nós (população), estamos expostos, acrescida ainda mais, talvez,  por conta das rebeliões e  fugas prisionais. Espero que seu martírio sirva de base para reflexões e ações no sentido de se combater este mal social que está nos afligindo duramente, ceifando um punhado imenso de vidas inocentes e prestativas para a comunidade.
-Paulo meu caro, é uma pena você ter-nos deixado tão cedo, 66 anos. Com certeza, ainda teríamos muitos bons momentos para desfrutar ao teu lado, ainda mais com a sua enlutada família, mas saiba que o seu legado foi e será importante para todos nós que tivemos o prazer da convivência próxima e fraterna. Temos apenas o dever de cultivar a bela memória que deixaste, seja nas Forças Armadas, onde trabalhaste, seja no Ministério Público e na amizade fraterna e sincera. Deixaste, acima de tudo, exemplos dos mais elevados valores  humanos que praticaste em tua vida, na qual foste um ser ímpar e inigualável. Descanse em paz, meu Querido Amigo!
Até o próximo.   

Otávio Gomes.