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O primeiro passo foi dado.

27/04/2016 às 09:00

“É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver.”
(Martin Luther King, em “O Pensador”, acesso internet em 25.04.16.

Esta frase vem ao encontro das batalhas vividas pelos brasileiros desde junho de 2013, quando começaram os protestos espontâneos do povo diante da crise política/econômica/ética enfrentada por nossa nação brasileira na quadra atual. De lá para cá muitas foram as etapas percorridas, passando pelas eleições presidenciais e parlamentares de 2014, sempre com agravamento lamentável na situação de recessão econômica.
O sentimento de luta e de revolta da maioria dos brasileiros, em relação à situação enfrentada, têm sido abertamente mostrado nas conversas travadas nos mais diferentes segmentos e nas redes sociais . A indignação é um sentimento presente diante das cifras astronômicas desviadas da Petrobras, conforme demonstram as investigações da operação “Lava jato”, assim como pelos índices de depressão a que está submetida nossa economia com queda assustadora dos índices que a medem e, principalmente, pelo aumento progressivo da taxa de desemprego em nosso país - já atingindo mais de 10.000.000 de pessoas .
É consenso a necessidade de reação da nação brasileira, pois o que mais se observa é falta de confiança dos investidores para gerar e manter negócios, haja vista não se vislumbrar retorno lucrativo na prática e ninguém investe recursos onde não advém resultado positivo ao capital investido. Para tanto, é necessária a mudança de comando governamental, a fim de que se restabeleça o mínimo de confiança do mercado.
Diante deste quadro, considero que qualquer representante político/partidário que venha a assumir o comando da nação dará um alento, mínimo que seja, de esperança para os desesperançados brasileiros, por isto, considero que a votada do “impeachment” pela Câmara Federal ocorrida em 17 do corrente mês e ano foi o primeiro passo no sentido de termos mudanças no cenário atual. Este episódio já representou um momento inicial de satisfação e regozijo para os cidadãos que compreendem a inexorável necessidade de novos ventos .
A partir de agora, devemos aguardar o pronunciamento da Câmara Alta (o Senado Federal) pelo possível afastamento da Presidente Dilma Roussef, batalha que deverá ocorrer de forma menos traumática, haja vista que o quórum para esta medida é de apenas metade mais um daquela Casa Legislativa, portanto serão necessários votar 41 membros nessa direção e já se anuncia nos placares dos meios de comunicação que mais de 50 senadores já são favoráveis ao impedimento da Presidente.
Sem dúvida, este é um momento que nenhum de nós gostaria de estar enfrentando, pois é o segundo “impeachment” que nossa geração está vivenciando em menos de 30 anos – o presidente Collor foi afastado em 1992, o que nunca é uma normalidade, mas demonstra que nossas instituições estão funcionando dentro das regras democráticas preconizadas pela Constituição Federal brasileira, o que é alvissareiro e ilustra que apesar dos pesares estamos sim no caminho certo e, com certeza, teremos outros envolvidos em denúncias também atingidos por este momento de encontro com a verdade.
Até o próximo.   

Otávio Gomes.