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Precisamos agir!

22/11/2016 às 15:32

“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. (Jean Paul Sartre, escritor francês)."

Mais uma vez estamos diante dos dados cruéis do “Anuário da Violência no Brasil”, onde o mapa é desolador para todos: Autoridades, Políticos, professores, polícia, enfim a sociedade civil como um todo. Estamos, como sempre, colocados diante de números assustadores e com aparência de não podermos diminuí-los, isto é, de estarmos condenados a conviver com eles em uma espiral sempre crescente, porém, há saídas, desde que todos nós participemos de forma decidida a mudá-los, sem isto, o envolvimento da sociedade nas mais diversas formas de participação não conseguiremos resultados satisfatórios. Portanto, é a hora inadiável de agir.
Os números mostram que tivemos a morte de aproximadamente 58  mil pessoas de forma violenta no Brasil em 2015, o estado que mais teve morte por 100 mil habitante foi Sergipe com 57, porém, proporcionalmente foi no Amapá que morreram mais pessoas. Um dos comparativos mais desastroso para nós foi a constatação de que no Brasil foram mortas mais pessoas no períodos 2011 -2015 (278.000) do que na Síria, país em guerra, com 256.000. Diante disso só se pode constatar que algo encontra-se fora de lugar em nosso país.
Estes números acima, muito provavelmente, não serão diferentes este ano, pois os noticiosos diários só fazem fortalecer esta convicção. Em nossa Cidade de Manaus convivemos com duas notícias estarrecedoras nos três últimos dias, onde um taxista foi morto por que o seu passageiro, jovem de 23 anos, não tinha R$ 35,00 para pagar a corrida. Outros 2 jovens, irmãos de 24 e 25 anos, mataram um motorista de ônibus que demorou a abrir a porta do veículo coletivo assaltado, cujo montante resultante do crime de roubo era R$ 55,00. Quão banal é a vida humana em nossos dias.
Precisamos reagir contra este estado de coisas. As polícias civil, militar, federal, cada uma em sua área de competência legal precisam estar mais vigilantes e atuantes. A justiça tem que buscar por todas as formas acelerar os processos criminais envolvendo crimes que impliquem uso da violência, deveríamos ter isto em todas as áreas criminais, mas se não é possível, pelo menos se adote tal postura quanto as crimes violentos. Já a sociedade pode se envolver nas discussões junto aos segmentos organizados como associação de bairros, igrejas, clubes comunitários, etc, no sentido de serem encontradas medidas que visem à diminuição da violência, devendo pressionar ainda os representantes políticos e as secretarias e órgãos responsáveis pelo combate a essa mazela, a fim de que haja adoção de instrumentos urgentes para equacionar o problema.
Não podemos ficar paralisados. É mais do que urgente que nos unamos todos no combate a essa nefasta situação. A imprensa tem que continuar apurando e denunciando os casos que surgem para que todos tomem conhecimento  e se envolvam neste seriíssimo assunto. O Ministério Público, enquanto defensor da coletividade, tem um passivo neste quesito que precisa ser diminuído, apesar dos esforços que os colegas da área já desenvolvem, necessita dar uma atenção maior ao fato em epígrafe.
Até o próximo.  

Otávio Gomes.