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Como sobrevivi a uma corrida de rua

03/04/2016 às 21:22 - Atualizado em 03/04/2016 às 21:32
Show cor2

Estou escrevendo sobre a corrida de hoje de manhã só agora porque só agora consegui me recuperar... Brincadeira! Não foi tão ruim assim, mas foi difícil e desafiante ao extremo (mas me recuperei depois do almoço já). Primeiro pelo horário, já que meu corpo não está acostumado a uma atividade tão intensa logo cedo. Mas o clima pré-corrida me fez superar isso rapadamente, encontrando amigos, colegas de treinos e professores da Cia Athletica e concentrando na barraca do grupo Endurance, acompanhado do meu pai e parceiro na corrida, Walter. O clima no sentido literal também ajudou, nublado e até com um ventinho, sem sol nem chuva. 

Após o aquecimento, nos posicionamos na área da linha de largada e saímos às 7h30. O trajeto, largando da frente do Manauara Shopping, seria descer a avenida Umberto Calderaro até o CSU Parque 10, seguir pela avenida Perimetral e descer a avenida Mário Ypiranga, atravessando por cima do viaduto e seguindo de volta até a frente do Manauara. Quem anda por essa área de carro ou ônibus talvez não perceba as ladeiras que existem nesse percurso, mas podem ter certeza que elas existem - e não são poucas!

O começo foi tranquilo, apesar de que começamos num pace (ritmo dos passos) muito acelerado, de 6,5 em média. Orientado pelo meu pai, praticamente um corredor profissional (brincadeira), tentamos manter um ritmo mais estável, até para durarmos mais, mas enfrentamos o primeiro obstáculo logo depois do semáfaro perto do Supermercado DB, que já apresenta uma leve subida. Demos uma caminhada e quando recuperei o fôlego, já na passagem de nível, demos mais uma trotada. A ladeira ali já fica intensa, a caminho do CSU, e comecei a sentir dor nas pernas, nas canelas e no tornozelo direito. Bateu o arrependimento de ter topado participar da corrida, pensei em entrar no primeiro táxi que passase, pensei em trapacear e cortar caminho pelo Passeio do Mindu... mas aí pensei melhor e é claro que não poderia desistir ali, já com 2 km completados. Tinha que pelo menos terminar o trajeto, não importando muito como. Foquei, tentei ignorar a dor (que já incomodava bastante) e procurei encontrar um pace que me permitisse seguir meio que no automático. Seguindo dicas do meu pai, como tentar balançar os braços e o eixo do corpo o mínimo possível para cansar menos, fui seguindo.

Mas por pouco tempo: com as pernas já arrebentadas, a partir daí foi praticamente tudo caminhando, e a cada passo o cansaço era maior, principalmente pela ladeira (minha inimiga mortal, como já falei aqui) e ritmo acelerado da caminhada, e logo depois comecei a sentir meu pé direito dormente. Avançando um pouco mais, o pé adormecia mais. Não sentia meus dedos nem nada abaixo do tornozelo, como se não houvesse mesmo pé! Parei no topo do viaduto da Mario Ypiranga e dei uma alongada, foi o que fez melhorar e deu o gás para completar o percurso. 

Conversando e já perto da linha de chegada, mas ainda caminhando rapidamente, a subida da av. Mario Ypiranga foi até mais tranquila do que eu tinha imaginado. Um pouco depois do Hospital PS 28 de Agosto, reúni todo o pique que ainda tinha e dei meu máximo para uma última corrida, agora até a linha de chegada. E conseguimos! O horário oficial, marcado pelo chip da organização, marcou 48,33 minutos, cravando a 431o posição no ranking geral do evento. Ou seja, fiquei dentro da minha meta pessoal de figurar abaixo dos 50 minutos, minha média quando corri algumas vezes há anos atrás. Na chegada, foi uma festa, encontrando colegas como o Erivelton e Diego Pedroza logo de cara, mas o cansaço me dominava. 

Mas no fim, deu tudo certo. A dor melhorou depois de um banho gelado, um dorflex, uma massagem nos pés e pernas pela noivita Debora e uma cochilada, e agora pela noite já me sinto pronto para iniciar a semana. Diego disse que vai ser normal uma dorzinha nos próximos dias e recomendou que eu continue meu treino normalmente, mas se sentir algo incomum, pegar leve, principalmente durante o treino funcional de terça-feira. Então vamos lá para mais essa!