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O fim de semana é o assassino das dietas!

26/04/2016 às 14:44

O fim de semana sempre é um desafio à parte a ser superado por qualquer pessoa em processo de reeducação alimentar. Sobreviver a três dias de folga, repletos de facilidades quando o assunto é comer mal, não é tarefa fácil. Acreditem, não é mesmo. Primeiro tem o jantar de sexta-feira, que já abre espaço para um petisco e uma cervejinha, dependendo do local. No sábado, há as extravagâncias comuns para este dia de descanso, com comidinhas gordas ao longo de todo o dia. E no domingo, ah o domingo... Almoço em família ou por algum dos restaurantes preferidos e uma pizza no jantar são (eram?) quase que religiosos.

Minha situação específica ainda complica nos fins de semana em que estou de plantão no A Crítica, que fornece lanche: geralmente x-salada ou pizza. Antes de mergulhar de corpo e alma no Pronto Pra Casar, esta pizza grátis na copa da redação à noite era uma das recompensas por trabalhar no domingo. Atualmente, no entanto, é um dos vilões do meu plantão, onde me vejo num dilema em que preciso escolher entre comer o que tem disponível ou ficar com fome até tarde da noite. Adivinhem em qual das opções geralmente vou...

Neste último fim de semana não estava de plantão, mas nem por isso consegui resistir ao prazer/culpa de sair da linha. No almoço com a noiva, fomos comer um peixinho - uma banda de tambaqui para ser mais exato. Iguaria típica da nossa região não tem igual, né?! Montando o prato, o baião-de-dois roubou o lugar do arroz integral, enquanto que a salada deu espaço ao vinagrete. Até aí tudo bem. Mas quando eu já tinha até começado a comer, veio a visão da Debora se servindo daquela farofinha delícia, cheirosa, amanteigada... Não consegui resistir. Mas peguei leve: ao invés daquele monte maior do que qualquer outro do prato que estava habituado a pegar, joguei só um pouco por cima do baião. Gostoso? Sim, demais. Mas ainda me pergunto se valeu a pena.

Quando acabei - e olha que nem comi muito - a sensação era de empachamento completo. Como se a comida estivesse descendo bem devagar. Além da culpa, não estava me sentindo confortavelmente satisfeito como já se tornou hábito após as refeições. Pela noite, já tava até achando que a minha barriga estava maior... É, valeu pela experiência de poder compartilhar isso neste espaço, né?! Haha

Uma das coisas que preciso ficar me lembrando constantemente é não deixar os elogios das pessoas e os números cada vez menores no visor da balança subirem à minha cabeça. Não é porquê estou conseguindo emagrecer bem que estou livre de engordar ou apto a sair da dieta. Mas há maneiras de driblar deslizes como esses, mesmo quando eles parecem inevitáveis. É só uma questão de identificar prioridades - como quase tudo neste contexto. Por exemplo: meu foco maior hoje é nas atividades físicas, e quando falto ou encurto um treino durante asemana, compenso indo para a academia ao sábado ou domingo. Então compartilhar esses ideais das atividades com os da alimentação é o primeiro passo, ao balancear uma "enfiada de pé na jaca" com um dia de detox, por exemplo.

Outra dica que já ouvi é criar o hábito de andar com a própria comida fit por onde for. Um dia desses, inclusive, recebi um snapchat de um amigo que foi para um aniversário mas levou a própria marmita com a comida saudável. Um dia chego lá... Até porque, convenhamos, é muito mais fácil escrever isso aqui do que realmente fazer. Mas um dia chego lá!