Publicidade
Blogs

O glúten é o vilão da vez!

05/07/2016 às 17:25
Show gluten

Enquanto a rotina de exercícios não volta a ser diária, continuo focando na melhor alimentação possível, até como uma forma de equilibrar e compensar a falta de atividades físicas, já que descobri que o segredo da redução de peso é aliar os dois. Entrei recentemente numa terceira etapa da reeducação alimentar, segundo explicou a nutricionista funcional Ana Consentini, que me acompanha desde o início do desafio e que agora integra também a equipe médica da One Clinic.

Faltando um mês e meio para o dia do casório, a orientação a ser seguida é reduzir drasticamente qualquer carboidrato da minha rotina, principalmente no período da noite, o que ainda é um dos maiores desafios lá em casa. O maior vilão da minha dieta passa a ser, agora, o glúten - que não deixa de ser uma consequência dos "carbs": uma proteína encontrada em cereais como o trigo, aveia, cevada, centeio, malte e derivados que, mesmo sem perceber, acabamos consumindo ao longo do dia, já que é algo presente em pães, massas, torradas, bolos, biscoitos e na cerveja.

Dando uma pesquisada rápida sobre o assunto, o que mais aparece são dicas de dietas livres de glúten, o que promete rápida perda de peso. Uma "googlada" mais densa, porém, revela comentários de certos médicos que desconstroem um pouco essa visão de que o glúten deve ser eliminado do organismo. Mas em um aspecto, todos concordam: em excesso, faz muito mal.

Além de engordar, o glúten prejudica a saúde e até mesmo o humor, e se caracteriza principalmente por ser de difícil digestão. As disfunções vão desde prisão de ventre, gastrites e diarreia até sensação de estufamento, alteração da saciedade e enxaquecas. Isso acontece porque como ele não é digerido por completo na refeição, restam algumas moléculas no organismo que não são reconhecidas pelo corpo. Automaticamente, são liberados anticorpos, desencadeando uma série de desordens internas que podem inclusive desencadear reações alérgicas. Já o aumento de peso acontece porque ,são liberadas, no processo de digestão, substâncias inflamatórias que estimulam a formação de gordura (além disso, o alimento produz colesterol). Por fim, a proteína está associada à diminuição da produção de serotonina, pois o glúten age de maneira quase tóxica ao cérebro.

Por outro lado, e de acordo com especialistas, alimentos ricos em glúten, dentro de uma dieta equilibrada, trazem inúmeros benefícios para a saúde, já que ajudam a controlar a glicemia e os triglicérides, aumentam da absorção de vitaminas e minerais, melhoram a flora intestinal e deixam o sistema imunológico mais forte. Ou seja, como tudo na vida, há de se ter um equilíbrio saudável.

O que posso comer então? O arroz integral nem o milho possuem glúten, e, por exemplo. Além disso, há formas saudáveis de substituir os alimentos com glúten: a farinha de coco pode ser usada no lugar da de trigo, por exemplo. É possível, também, introduzir mais mandioca e oleaginosas (como as amêndoas, nozes, castanhas, quinoa e outras sementes) na dieta.

Bônus: "Uma das explicações usadas para banir o glúten da dieta diz que a proteína sofreu algumas modificações maléficas a partir da década de 1960. O pai da teoria é o cardiologista americano William Davis, autor do livro "Barriga de Trigo", que já vendeu mais de 1,8 milhão de exemplares. De acordo com a versão, os cruzamentos de espécies de trigo realizados pelo agrônomo Norman Borlaug (1914-2009) causou drásticas — e prejudiciais — alterações na estrutura do glúten. Essas mudanças estariam aumentando os casos de diabete, pressão alta e obesidade. Porém, não existe a menor evidência científica sobre isso."