Publicidade
Blogs

O perigoso caminho até a diabetes

12/04/2016 às 10:37

Em algum momento desses últimos dias, enquanto me servia de arroz integral e salada bem a contra-gosto, me peguei refletindo sobre o motivo de ter topado participar deste desafio. A comida saudável já não desce tão facilmente, a “papa” homogênea que preciso alcançar na boca de tanto mastigar um alimento já me enjoa, a necessidade de chegar em casa e ter que cozinhar já não me agrada. Mas em pouco tempo encontrei minha resposta: comer bem já não se trata de uma questão de escolha, gosto pessoal nem aparência física, e sim de saúde.

O que me fez perceber isso foi uma notícia, publicada pelo Portal A Crítica, que mostra um relatório recente do Ministério da Saúde sobre diabetes, indicando, por exemplo, que 16% da população manauara consome doces em excesso, um dos principais caminhos até a doença. 

Foi quando me dei conta de que eu me encaixo neste grupo - ou pelo me encaixava, até um mês e meio atrás (apesar de um chocolatezinho ainda furar o bloqueio da dieta de vez em quando). Foi o consumo exagerado de doces, refrigerantes e demais comidas altamente ricas em açúcar que me deixou nesta condição atual (e momentânea, espero) de pré-diabético, conforme meus exames iniciais mostraram. Mas o que se esperar de uma sociedade onde um em cada cinco brasileiros consome doces em excesso e 19% bebem refrigerantes cinco vezes ou mais na semana!?

Esses e outros dados fazem parte da pesquisa Vigitel 2015, lançada pelo Ministério da Saúde no fim da semana passada, quando foi comemorado o Dia Mundial da Saúde. O estudo monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsáveis por 72% dos óbitos no país. Entre os jovens de 18 a 24 anos, o índice é ainda maior:  perto de 30%. 

Já em Manaus, 16% dos adultos mantêm alimentação rica em açúcar e 21,6% costumam ter na mesa os refrigerantes. Os hábitos preocupam diante do avanço da diabetes: segundo o MS, a doença atinge atualmente 7,4% da população adulta brasileira, número maior do que os 5,5% registrados há dez anos.

O crescimento da diabetes está diretamente ligado aos hábitos alimentares e à prática de atividade física, sendo a obesidade um dos principais fatores de risco. Ano passado, quando foram registradas 137,4 mil internações por agravos da doença no SUS, o custo chegou a R$ 92 milhões. E mesmo com a mortalidade prematura (pessoas com menos de 70 anos) em queda, ainda há um alto o número de pessoas que morrem por causa do diabetes no Brasil - foram registradas pouco mais de 58 mil óbitos em 2013. 

Bom, pensando melhor... Deixa eu me servir um pouco mais de arroz integral e salada...