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O peso máximo já não assombra mais

03/05/2016 às 13:41
Show peso

Há 3 meses, me olhei no espelho e confesso que me espantei com o quanto havia engordado nos últimos anos. A barriga estava maior do que nunca, assim como as bochechas, braços, bunda. No visor da balança, um inédito 125 kg me assombrou ainda mais. Nunca antes tinha estado neste peso (apesar de já estar na casa dos três dígitos desde, sei lá, os 19 anos) e saber que não havia poção mágica que mudasse isso instantaneamente era o golpe final, bem na "fuça", desferido pela realidade. Mas hoje, vejo que não era preciso mágica, apenas uma coisa, tão rara para alguns como poções de contos de fada: determinação. Por mais clichê que isso possa soar, foi o foco (ainda não perfeito, mas maior do que nunca) no processo de reeducação alimentar e na prática contínua de exercícios físicos que me fizeram perdes dez - sim, D-E-Z - quilos desde o meu peso máximo em tão pouco tempo. Quer mágica melhor?

Apesar de necessária muito mais por uma questão de saúde (pré-diabetes, lesão no fígado e tudo mais que já relatei por aqui), essa nova vida fit não é das mais fáceis ou convenientes. E não escondo que ainda como porções (menores e cada vez mais raras) de chocolate vez ou outra, ou uma fatia de pizza (antes eram, no mínimo, quatro). Há foco, mas não há uma autoflagelação, até porque não é por este caminho que vou conseguir adaptar essas novas práticas para o resto da vida.

No entanto, volto a afirmar que o maior combustível para me manter determinado são esses resultados e pretendo entrar nisso cada vez mais por completo, e continuo atento para que não isso não me faça cair num perigoso comodismo, que anularia todo o objetivo do Pronto Pra Casar. Sei, também, que há a fase de estagnação na perda de peso, que ainda está por vir, mas, como faço com a vida, tento aproveitar o máximo de cada momento.

Quando soube que meu novo peso estava em 115 kg, meu pai me mandou uma mensagem pedindo a dieta que eu estava seguindo, pois ele queria emagrecer também. Eu disse que não era a dieta - ou pelo menos não só isso, e sim que era muito mais pelo funcional e treinos que estava conduzindo. Conversando com o Diego Pedroza, gerente de musculação da Cia Athletica que me acompanha no neste desafio, chegamos ao consenso de que precisa haver sempre um equilíbrio entre a dieta e os exercícios. Não dá para ser apenas um ou outro, senão em algum momento vai atingir um limite, "pois o corpo pede para gastar mais caloria e não há como seguindo apenas um dos métodos", explicou. Precisa ser uma combinação constante dos dois - até porque assim dá para compensar num um eventual deslize cometido no outro: faltei o treino? Como melhor. Comi um pedaço de bolo? Malho mais. E assim vai.

Meu retorno com o dr. Tales Esper, da One Clinic, ocorre no fim desta semana, então vou deixar os números impressionantes - inclusive as novas dimensões da barriga - para a próxima semana, assim dá para impactar mais hahaha. Nos exames iniciais, o peso estava em 123 kg, pois já tinha começado um processo de pré-adaptação, então oficialmente dentro do desafio ainda não foram esses dez. Mas quem sabe até lá...