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245 kg de cloridato de cocaína são apreendidos pela Polícia Federal do Amazonas

A droga foi aprendida no rio Solimões e estava escondida na parede da geleira de um barco pesqueiro. Cinco pessoas foram presas 20/03/2012 às 21:12
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A droga foi apreendida em uma embarcação no rio Solimões
Joana Queiroz Manaus

Duzentos e quarenta e um quilos de cloridrato de cocaína (brilho), avaliado em R$ 1 milhão, foram apreendidos na manhã desta terça-feira (20), por agentes da Polícia Federal que faziam patrulhamento fluvial, no rio Solimões. A droga estava escondida na parede da geleira do barco pesqueiro denominado de Rei Davi, de propriedade do comerciante Humberto Mafra, 56.

Além de Mafra, toda a tripulação da embarcação identificada como Joenilson, 27, Dione, 40,  Júlio  e Mário Jorge, 19, foram presos em flagrante e levado para a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde foram autuados por tráfico de droga e associação para o tráfico.

Além da droga a polícia apreendeu a embarcação que foi levada para o porto da Polícia Federal, localizado no rio Tarumã, na estrada que dá acesso ao balneário Praia Dourada, Zona Oeste), e ainda aproximadamente uma tonelada de pescado de várias espécies  que serão doados nesta quinta-feira (21) para instituições de caridade.

A apreensão foi resultado de investigações que a Polícia Federal vem fazendo desde o início do ano com objetivo de reprimir o tráfico de droga pelos rios. De acordo com os agentes federais a embarcação foi abordada no rio Solimões, entre os municípios de Iranduba e Manacapuru.

Durante a abordagem o dono do barco e a tripulação demonstraram nervosismo. Durante a revista na embarcação os agentes encontraram os pacotes escondidos na geleira.   Segundo informações da Polícia Federal, a remessa de 245 quilos foi comprada no Peru, entrou no Amazonas pelo município  de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus).

De acordo com informações dos presos, a droga vinha para Manaus e daqui seguia para Belém/Pa, e depois para os estados do Nordeste. A polícia não quis informar a quem pertencia a droga. Há a possibilidade de pertencer a um consórcio de narcotraficantes que se associam para fazer o transporte de grandes quantidades de droga.

O superintendente da Polícia Federal, delegado Sérgio Fontes disse que será instaurado inquérito policial para  para investigar os responsáveis por essa remessa de droga. Em depoimento os presos usaram do direito de só falar em juízo.

 Depois de autuados os presos serão levados ao Instituto Médico Legal (IML), para exame de corpo de delito e amanhã serão encaminhados à cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal pessoa.