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"A Alessandra Negrini tem essa urgência que eu queria ver em cena", diz diretor de "2 Coelhos"

"Acho bacana escolher atores que tenham a ver com o personagem, e a Alessandra tem essa urgência que eu queria ver em cena". No filme, ela é a promotora Julia, envolta em uma teia de crime e corrupção emoldurada por camadas e camadas de cultura pop, como nunca antes foi visto em um filme brasileiro 16/01/2012 às 10:47
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Alessandra Negrini em cena de "2 Coelhos", filme de Afonso Poyart
UOL/CINEMA ---

No corredor de um hotel de luxo em São Paulo, Alessandra Negrini se espreme atrás de uma coluna, o medo deixa seu olhar trêmulo. No quarto para onde ela voltava, um grupo de traficantes tortura um homem usando uma espada afiada – ela sabe que destino não muito melhor a aguarda se os criminosos a virem.

Observando a cena, a equipe do longa de ação "2 Coelhos", estreia do diretor Afonso Poyart, compartilha a tensão em um, dois takes. Quando o diretor encerra a cena, a atriz tem um olhar de satisfação, de prazer pelo bom trabalho cumprido.

"Alessandra estava sendo ela mesma", diz Poyart bons meses depois, com "2 Coelhos" já fechado e a caminho dos cinemas, onde estreia nesta sexta-feira (20), e as atenções voltadas para seus próximos trabalhos - um longa inspirado na vida do lutador de MMA José Aldo e a produção de um filme sobre a banda Calypso.

"Acho bacana escolher atores que tenham a ver com o personagem, e a Alessandra tem essa urgência que eu queria ver em cena". No filme, ela é a promotora Julia, envolta em uma teia de crime e corrupção emoldurada por camadas e camadas de cultura pop, como nunca antes foi visto em um filme brasileiro. "Eu li o roteiro e fiquei intrigada", disse a atriz ao UOL ainda durante as filmagens. "Eu gosto de desafios, e '2 Coelhos' me pareceu novo e inusitado, exatamente o que eu procurava no cinema".

E cinema, em meados de 2009, era uma experiência nova para a atriz, que até então trilhava uma carreira de sucesso na TV. Suas ideias sobre sua arte mudaram depois que ela fez o papel-título em "Cleópatra", do cineasta Julio Bressane. "Foi como se uma caixa tivesse sido aberta", lembra Alessandra, que ressalta que escrever um roteiro não passa longe de seus planos.

"Passei a ver o cinema com outros olhos, como novas possibilidades." E possibilidades extremas, já que as propostas de "Cleópatra" e "2 Coelhos" não poderiam ser mais diferentes.