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Cotidiano
Limpando os armários

Moda do desapego: brechós de roupas e acessórios são alternativas de consumo

Profissionais e universitários investiram na 'moda do desapego' e criaram perfis na internet para vender as peças 'estacionadas' no armário 08/01/2017 às 05:00
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Polyana Brelaz montou o ‘Nossa Vitrine', um perfil no Instagram de brechó (Foto: Arquivo Pessoal)
Rebeca Mota Manaus (AM)

No conceito do consumo consciente, a regra é desapegar de tudo que não é mais usado e que pode ser útil para outras pessoas. E, é claro, dar uma ajuda para o bolso, virando negócio extra. Para as roupas e acessórios estacionados no armário a solução é se desfazer deles através dos brechós, cada vez mais comuns na internet ou fora dela e estão aí para provar que bom e barato podem sim andar juntos.

De um vestido achado no guarda-roupa ainda com a etiqueta da loja e o prazo perdido para a troca a jornalista Polyana Brelaz montou o ‘Nossa Vitrine’, um perfil no Instagram com mais de três mil seguidores que começou em  agosto do ano passado. A ideia começou porque ela mudou de apartamento e precisava desapegar.

“Eu fui levada pela ideia de desapego sustentável e econômico. Junto com a minha parceira Raquel Mendonça, trabalhamos com peças em bons estados de conservação e colocamos todas em sacolas sustentáveis. E é uma forma de eu relaxar, pois tenho outro trabalho como assessora de comunicação e com o ‘Nossa Vitrine’ eu fico por dentro da moda”, destaca Brelaz.

O sucesso foi tanto que a jornalista está se especializando em mídias digitais para expandir o negócio.

Já a estudante do curso de direito, Priscila Machado, 23, e do curso de Biomedicina, Loretta Melo, 22, criaram o ‘Usado Chic’, uma loja de brechó com vendas de roupas e acessórios de todas as marcas que começou da junção de duas amigas de escola que reuniram algumas peças do armário que não queriam mais e começaram a participar de alguns eventos de brechó e bazar na cidade pra conseguir uma renda extra.

“Começamos em maio de 2015, nosso forte são as roupas, mas também temos acessórios e sapatos com preços de até R$ 120. Buscando sempre manter um padrão para as peças que expomos. Quando alguma cliente nos procura para vender peças para nós, vamos à casa dela e fazemos uma seleção das roupas e uma avaliação de preço junto com ela, para que mantenhamos o preço acessível e a qualidade que todo mundo procura”, explica.

Algumas vezes no ano, as estudantes promovem eventos de brechó e bazar, o ‘Que Achado Amiga’ @qaabrecho, que reúnem algumas lojas para fazer um final de semana de vendas. A perspectiva futura do brechó virtual é expandir a um ponto físico. 

Plus Size
Gordinha sim, na moda sempre! Com a pedida de manequim acima de 48 ou G - GG ou extra G, o ‘Brechó Plus na Moda’ surgiu a partir da postagem de fotos de looks do dia, dicas de moda e maquiagem da revisora textual Jesua Maia.

Desapego Infantil

O ‘Desapego da Corujinha’, @desapegodacorujinha, é um brechó de roupas de criança, criado pela mamãe Herika Barros, criado em maio de 2015, quando sua bebê  nasceu. Por ter os olhos graúdos, a bebê foi apelidada  de corujinha. Herika vende as peças com valores que variam de 5 a 50 reais.

Fique atento!

Os negócios feitos nas Redes Sociais ou sites de classificados na internet estão cobertos pelo Código de Defesa do Consumidor. Cumpra o preço que está no anúncio, prefira receber em dinheiro, na hora da entrega.Nunca envie o produto sem finalizar os termos do pagamento. Evite receber pagamentos em cheque. Detalhe o produto de forma minuciosa.

Essas são dicas da Secretária Executiva do Procon-Am Rosely Fernandes.