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Cotidiano
Negócios

Rede FBN realiza pela quinta vez em Manaus encontro de famílias empresárias

O número de empresas familiares em Manaus buscando se adequar aos processos de governança corporativa tem aumentado, segundo informou Ieda Carvalho, membro da The Family Business Network (FBN) 15/05/2016 às 05:00 - Atualizado em 15/05/2016 às 13:21
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Representantes das três gerações da família Azevedo, do Grupo TV Lar Manaus (Fotos: Evandro Seixas)
Juliana Geraldo Manaus (AM)

“Ganha-se três vintens, gasta-se dois, guarda-se um para o dia seguinte”; “dívida a gente paga nem que tenha que comer palha”; “O trabalho não mata ninguém”. Esses são alguns dos muitos valores que formaram a base do negócio do Grupo TV Lar, uma das mais  tradicionais empresas familiares de Manaus. Mas foi a soma desses princípios que constituíram o DNA da empresa com o processo bem sucedido de governança corporativa que fizeram da família Azevedo um grande exemplo de sucesso na área do empreendedorismo.

Por esse motivo, nesta semana, eles foram uma das “cases” mais aguardadas durante o 5º Encontro de Famílias Empresárias realizado em Manaus pelo FBN (The Family Business Network). A rede internacional não tem fins lucrativos e busca promover o sucesso empresarial ao longo das gerações.

“A empresa é imortal. Ela é fundada para cumprir com o seu papel de criar objetivos sociais. As pessoas crescem na empresa, se aposentam, mas a continuidade precisa ser permanente, independente se o comando está nas mãos do  dono ou sócio. Nosso objetivo é viabilizar esse processo de continuidade da melhor forma possível”, avalia o fundador do Grupo TV Lar, José Azevedo.

Para um dos filhos do fundador, Antônio Maria Azevedo,  que administra também o Manaus Plaza Shopping -  que integra os negócios do grupo -, o maior desafio, conforme destacou no evento, foi iniciar o processo de governança corporativa na empresa para incluir além do fundador, a participação dos sócios da segunda geração. “Agora, estamos na fase de também inserir, da melhor forma possível, os onze integrantes da terceira geração da família. Mesmo que alguns deles escolham não atuar diretamente, é importante que todos saibam como os negócios funcionam. Essa ‘afinação’ é que garante a continuidade da empresa”, avalia Antônio.

Famílias empresárias

Os desafios manifestados pela família Azevedo traduzem bem o objetivo desse tipo de encontro, que é de debater assuntos inerentes à empresa familiar,  segundo Ieda Carvalho,  integrante do conselho de família do  Grupo Simões e  membro do FBN.  A sucessão, tanto para a segunda quanto para a terceira geração, o desenvolvimento e a preparação de acionistas herdeiros,  todo o processo de continuidade e os passos para se perpetuar a empresa estão entre os assuntos que se destacaram durante o evento.

“As empresas familiares em Manaus, estão em sua maioria na segunda geração e no processo de preparação da terceira geração. Então, uma das maiores preocupações é em relação a forma como o legado da empresa está sendo passado para os filhos e depois para os netos dos fundadores. Como podemos fazer para perenizar a empresa, de maneira que ela continue fazendo história, movimentando a economia e se mantendo com os seus valores iniciais? São essas respostas que estamos buscando”, explica Ieda.

Segundo Ieda Carvalho, o número de empresas familiares em Manaus buscando se adequar aos processos de governança corporativa tem aumentado.

Ilana Benchimol- Acionista do Grupo Bemol 

“Nós temos na gestão do grupo Bemol, um dos fundadores fazendo parte do conselho de administração (1ª geração) e temos membros da segunda e terceira gerações (filhos e netos) atuando. Iniciamos nosso processo de governança corporativa em 2003 e de lá para cá, nossos principais desafios têm sido estruturar bem essa governança e preparar as futuras gerações. Desde essa época, viemos fazendo cursos para a família inteira para que todos entendam o processo de governança. Essa decisão nos trouxe mais confiança e transparência, porque permite a todos verem que as ações são feitas de forma clara e objetiva, passando credibilidade. Os sócios,  mesmo os que não trabalham diretamente nos negócios, podem acompanhar o desenvolvimento da empresa. Atualmente, estamos estruturados em conselhos de família e de administração e temos aprendido como manter melhor relacionamento entre os sócios e como lidar com questões familiares dentro da empresa”.