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‘A Zona Franca não é um peso para o País’, afirmou Thomaz Nogueira

Há muitos desafios a serem enfrentados na luta pelo fortalecimento da Zona Franca de Manaus , na avaliação de Thomaz Nogueira, que toma posse no cargo de superintendente da Suframa 10/01/2012 às 15:11
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Thomaz Nogueira substituirá flávia Grosso, que deixou a Suframa após denúncias de irregularidades
renata magnenti Manaus

O amazonense Thomaz Nogueira assume as15h desta terça-feira (10)  o cargo majoritário da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Nesta entrevista, ele diz com que ânimo chega à autarquia e revela, sob seu olhar, alguns dos principais desafios do modelo Zona Franca de Manaus.

Como está o espírito para assumir o cargo?
Estou confiante que vamos desenvolver um bom trabalho. A Suframa tem uma equipe competentíssima, o que me dá certa tranquilidade. Precisamos enfrentar as ameaças imediatas e desenhar as diretrizes do futuro porque estamos vivendo o momento de discussão da prorrogação do modelo.

Qual a sua visão sobre a Zona Franca de Manaus?
O modelo tem de ser uma opção da sociedade brasileira. Quando eu estava na Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz) trabalhamos junto aos secretários de Fazenda dos demais Estados mostrando a validade e importância da Zona Franca para o País.  Obtivemos deles manifestações expressas de apoio.  Governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, quando se manifestaram  sobre reforma tributária, incluíram a defesa do modelo na agenda nacional. É um primeiro passo, mas precisamos mostrar a sociedade nacional a validade e importância do modelo não apenas para o Amazonas ou para a Amazônia, mas para o país.

Qual será a sua primeira ação à frente do cargo?
Não existe uma primeira ação. Temos de definir direção, ao tempo que respondemos às demandas imediatas, mas precisamos definir o caminho. Gosto de lembrar de Stephen Covey: “Precisamos de bússola (direção) e relógio (velocidade da ação). Se não tivermos na direção certa, quanto mais rápido avançarmos, mas rápido estaremos indo na direção errada.”

Qual é o maior desafio da Suframa?
São múltiplos desafios de curtíssimo, médio e longo prazo, posso citar alguns: assegurar a competitividade do nosso Polo Industrial, mormente em um quadro de reforma tributária; buscar superar entraves burocráticos que freiam nossa diversificação; estabelecer as diretrizes futuras, de forma a criar uma economia sustentável e menos dependente dos incentivos fiscais, com arranjos produtivos eficazes; gerar conhecimento; acompanhar e fundamentar  o processo de prorrogação; demonstrar para a sociedade brasileira a validade de sua existência - não somos e não podemos ser vistos como um peso para a sociedade nacional. Mas tudo isso só vai ocorrer com a valorização da instituição e seus quadros funcionais.

Quem da Sefaz deverá lhe acompanhar?
Não tenho definição sobre isso, sei que equipe é um aspecto fundamental de sucesso, vamos trabalhar com a equipe da autarquia que é altamente qualificada e acrescer um ou outro quadro técnico que ainda não defini.