Publicidade
Cotidiano
Notícias

Abusos de flanelinhas estimulam infração da legislação em Manaus

Guardadores quase obrigam condutor a deixar carro em lugares irregulares, exigem pagamento adiantado e fogem 14/01/2012 às 18:05
Show 1
Em frente ao banco HSBC, na Djalma Batista, há um elevador para cadeirantes, mas ‘flanelinhas’ orientam o estacionamento e, muitas vezes, motoristas
Jornal A Crítica Manaus

Embora os “flanelinhas” se articulem para ordenar a categoria no Centro, em outras áreas da cidade a situação é diferente. Na avenida Djalma Batista, em frente a uma agência do Banco HSBC, por exemplo, os “flanelinhas” induzem o condutor a estacionar de maneira irregular, o que na maioria dos casos resulta em multa aplicada pelo órgão municipal de trânsito.

Os guardadores de carro pedem - ou quase obrigam - o condutor deixar o carro na frente de um elevador para cadeirante. Minutos depois, o agente de trânsito passa, identifica a irregularidade enquanto o condutor está dentro da agência, multa o veículo, e quando o condutor vê, não tem como recorrer.

A situação da indução ao estacionamento em local proibido foi constatada pela reportagem de A CRÍTICA na manhã de quarta-feira, 11. Apesar de saber que o local não deve ser obstruído por veículos, os “flanelinhas” insistem na prática, visando lucro.

Outra questão que se apresenta como problema para os condutores é a ação de “flanelinhas” na frente de casas noturnas em várias zonas da cidade. Durante os eventos, eles cobram adiantado para guardar carros próximo às casas de show, e caso o condutor se recuse a pagar pelo “serviço”, não permitem o estacionamento com a alegação que a vaga já está reservada. O valor do adiantamento, em média, sai entre R$ 10 e R$ 15.

Sem ter outra opção, o condutor se torna refém do “flanelinha”. No entanto, o que mais chama atenção é que quando o condutor retorna para o veículo, durante a madrugada, o “flanelinha” que pediu o dinheiro, e adiantado, não está mais na área e sequer cumpriu com a “promessa” de guardar o carro.

A prática tem crescido na cidade na mesma proporção em que não há fiscalização.