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Academia Brasileira de Letras entrega a Rubem Fonseca o Prêmio Machado de Assis 2015

Mineiro, nascido em 1925 em Juiz de Fora e radicado no Rio de Janeiro, Rubem Fonseca é romancista, contista, ensaísta e roteirista, com cerca de 30 obras publicadas, entre eles os romances O Caso Morel, Agosto, O Selvagem da Ópera e A Grande Arte 17/07/2015 às 14:34
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Na justificativa da escolha, a ABL afirma que Rubem Fonseca “consagrou-se por sua narrativa nervosa e ágil, ao mesmo tempo clássica e moderna, entre o realismo e o policial
Paulo Virgílio - Agência Brasil Rio de Janeiro

O escritor Rubem Fonseca, um dos mais importantes autores da literatura brasileira contemporânea, é o vencedor deste ano do Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra, concedido desde 1941 pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

Mineiro, nascido em 1925 em Juiz de Fora e radicado no Rio de Janeiro, Rubem Fonseca é romancista, contista, ensaísta e roteirista, com cerca de 30 obras publicadas, entre eles os romances O Caso Morel, Agosto, O Selvagem da Ópera A Grande Arte e os livros de contos Feliz Ano Novo, O cobrador e Lúcia McCartney.  Fonseca receberá R$ 100 mil pelo prêmio, que se soma a vários outros que já recebeu ao longo da carreira literária, entre eles o Camões, o de maior prestígio para escritores de língua portuguesa, concedido a ele em 2003.

Na justificativa da escolha, a ABL afirma que Rubem Fonseca “consagrou-se por sua narrativa nervosa e ágil, ao mesmo tempo clássica e moderna, entre o realismo e o policial, revelando a violência urbana brasileira, sem perder o olhar sensível para a tragédia humana a ela subjacente, a solidão das grandes cidades e os matizes do erotismo”. O orador oficial da cerimônia foi o acadêmico Alberto da Costa e Silva.

Os vencedores das demais categorias dos prêmios literários da Academia receberam, cada um, R$ 50 mil. Foram eles Roberto Acizelo de Souza (ensaio, crítica e história literária), pelo livro Do mito das musas à razão das letras;  Denise Bottman (tradução), por Aguapés, do original Lowland, da americana de origem bengalesa Jhumpa Lahiri; Ana Miranda (ficção), por Musa praguejadora – a vida de Gregório de Matos;  Nelson Cruz (literatura infanto-juvenil), por O livro do acaso;Bolívar Lamounier (história e ciências sociais), pela obra Tribunos, profetas e sacerdotes – intelectuais e ideologias do século XX, e Mauro Lima e Antonia Pellegrino (cinema), roteiristas do filme Tim Maia.

Na mesma solenidade, a ABL comemorou 118 anos de fundação e lançou o 5º volume (Tomo V) da Correspondência de Machado de Assis. Com 546 páginas, o livro contem 340 documentos, entre cartas, cartões e telegramas, reproduzidos e comentados pelas pesquisadoras Irene Moutinho e Silvia Eleutério.

Sob a coordenação do acadêmico Sergio Paulo Rouanet, a Correspondência de Machado de Assisvem sendo publicada pela ABL desde 2008, ano do centenário da morte do fundador da instituição. Os quatro primeiros volumes tornaram-se fonte de informações para pesquisadores, historiadores, estudantes e demais interessados na vida do escritor.

A cerimônia de entrega dos prêmios literários da academia, foi realizada no final da tarde de ontem (16) no Petit Trianon, sede da instituição, no centro do Rio e contou com a presença do escritor, que raramente aparece em público.