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Acidente com policiais militares na AM- 010 resulta na morte do advogado Waldir Tavares

O Corsa Sedam, cor cinza, do PM Dleon Batista do Nascimento teve o pneu estourado e bateu de frente com o carro, um Prisma, de cor preta, dirigido pelo advogado Waldir Tavares. O acidente aconteceu na estrada que liga Manaus a Rio Preto da Eva, no último sábado (31) 02/04/2012 às 20:34
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Carro, modelo Prisma, de Waldir Tavares
acritica.com ---

O carro modelo Corsa Sedan, placas CYE 2226, do policial militar Dleon Batista do Nascimento, teve o pneu estourado quando vinha pela AM-010, de Rio Preto da Eva para Manaus (AM), o que resultou em um acidente com o carro Prisma, dirigido pelo advogado Waldir Tavares, 66, que vinha no sentido contrário. O ocorrido aconteceu no último dia 31, por volta da 11horas.

No choque entre os carros, o Prisma capotou quatro vezes, e caiu numa ribanceira, em frente à Taberna do Clóvis. Dleon e mais outro policial militar que vinha com ele não tiveram ferimentos, apenas atordoados, mas nenhum deles prestou socorro para o casal que vinha no carro, que foi abalroado pelo o do militar. Que revela isto é ofilho de Waldir, Lincoln Tavares, 37, que também é advogado. No acidente, Waldir estava acompanhado de sua esposa, Heloísa Tavares, 57, e com a cadelinha deles, de nome Lady, da raça Basset, cor preta.

Segundo Lincoln. o seu pai ainda estava vivo quando foi socorrido pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que chegou cerca de meia hora após o acidente. Segundo o filho do advogado, o pai perdeu muita massa encefálica, e que após dar entrada no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, morreu.

Waldir Tavares foi enterrado neste domingo (01), à tarde, no cemitério São João Batista, deixando viúva, a senhora Heloise e mais dois filhos, além de Lincoln, Cleuton Tavares, 35.

Atordoado pela perda do pai, Lincoln afirma que se existe um culpado pela morte de Waldir é o PM Dleon, "já que ele assumiu o risco de dirigir um carro que estava com os pneus carecas, e sendo um policial, sem estar ferido, sequer foi socorrer meus pais", desabafa o advogado.

Lincoln vai mais além afirmando que apesar de achar estranho que a Perícia, que esteve no local do acidente, não fez nenhum teste do bafômetro em Dleon, "que eu acho que havia, sim, bebido alguma coisa alcoólica, pois na minha opinião, eu acho que ele estava, sim, alcoolizado", declarou Tavares, que diz que não descansará enquanto não aprofundar todas as dúvidas que pairam sobre o acidente que matou o seu pai, e o culpado ser condenado.

- "Ele é um policial, jamais deveria sair com um carro que não tinha condições de trafegar numa estrada. Ele é um policial que deveria zelar pela vida", diz Lincoln, que é conselheiro da OAB/AM, e pretende usar de todo o seu tempo disponível para que Dleon venha pagar juridicamente pela morte de Waldir Tavares.