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Agentes de endemia prometem paralisar atividades no Amazonas

O objetivo da manifestação será sensibilizar o governador do Amazonas na manutenção dos 243 Agentes de Endemias que estão na eminência de serem dispensados e garantir que não ocorra nenhuma demissão 15/06/2012 às 10:59
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O objetivo da manifestação será sensibilizar o governador Omar Aziz, na manutenção dos 243 Agentes de Endemias que estão na eminência de serem dispensados
acritica.com Manaus

Os Agentes de Endemias do Amazonas decidiram realizar uma paralisação na próxima segunda-feira (18) em frente à Sede do Governo do Estado, na Compensa, Zona Oeste de Manaus. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria.

O objetivo da manifestação será sensibilizar o governador do Amazonas na manutenção dos 243 Agentes de Endemias que estão na eminência de serem dispensados, e garantir que não ocorra nenhuma demissão, com base na Lei 11.350/96; além da regularização de horas extras trabalhadas.

“Os 1.441 agentes de endemias estatutários e do quadro suplementar da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), que atuam em atividades de campo, no combate à malaria e dengue, executando pesquisa de focos, eliminação de criadouros, tratando doenças endêmicas, e agora também atuando no programa S.O.S  Enchente  estão enfrentando dificuldades para trabalhar”, ressalta Alessandro Lira, presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias (SindAgentes).

Retrato da Crise:

· Possível demissão de 243 Agentes de Endemias;

· Demora na regularização e pagamento das 8 horas de trabalho;

· Data-Base não está sendo respeitada;

· Ticket-alimentação defasado, pois os agentes recebem apenas R$ 220,00 desde 2007;

· Não recebem vale-transporte;

· A categoria desenvolve atividade insalubre, e não recebem Insalubridade;

· Muitos Agentes de Endemias estão sofrendo com doenças;

· Ausência de Equipamento de Proteção Individual (EPI);

· Precárias condições de locais de trabalho;

Serviço público também ameaçado

Na próxima quarta-feira (20), os servidores públicos federais do Amazonas se reúnem no auditório da Câmara de Dirigentes e Lojistas de Manaus (CDLM), na rua Rui Barbosa, 156, Centro para discutir uma possível paralisação geral na categoria.

O objetivo do ato será garantir avanços nas negociações do governo Dilma no que diz respeito a investimentos públicos. Essa será uma greve nacional, pois até o momento nenhuma proposta concreta foi apresentada aos servidores.

A principal demanda é a reestruturação das diversas carreiras do setor público visando uma política eficiente que garanta qualidade dos serviços prestados à sociedade.

“O governo precisa apresentar uma resposta oficial à categoria imediatamente. Na última reunião com as entidades, dia 1 de junho reafirmou que só apresentará proposta em 31 de julho. Mas é impossível para os servidores esperarem até esta data”, afirmou Walter Matos, diretor-executivo do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (SINDSEP/AM).