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Aldo Rebelo pedirá à Anvisa autorização para testes da vacina contra dengue

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o Butantan, responsável pelas pesquisas, poderá disponibilizar imediatamente 13 mil doses da vacina para o estudo antecipado 17/04/2015 às 16:39
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Serão imunizados voluntários em locais de alta incidência da doença
Flávia Albuquerque - Agência Brasil ---

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, disse hoje (17), após encontro com pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, que deve conversar pessoalmente com os responsáveis pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para agilizar autorização para que o instituto antecipe a terceira fase de testes clínicos da vacina contra dengue. A Secretaria Estadual de Saúde anunciou em 25 de março que pediria antecipação.

“Ao chegar a Brasília na segunda-feira [20], vou procurar o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e pedir a ele as explicações e ponderações, que devem ser levadas em conta para que a população possa ser beneficiada com as providências que precisam ser tomadas,” disse.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o Butantan, responsável pelas pesquisas, poderá disponibilizar imediatamente 13 mil doses da vacina para o estudo antecipado, que será feito em ambiente controlado e aprovado pelas autoridades médicas e sanitárias. Serão imunizados voluntários em locais de alta incidência da doença. A pesquisa é feita em parceria com a Universidade de São Paulo, Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e com o Instituto Adolfo Lutz.

O secretário David Uip ressaltou no dia 25 de março, que a vacina está sendo estudada há sete anos e que uma das vantagens é a dose única, que facilita a adesão. Além disso, destacou que os testes feitos na segunda fase demonstraram segurança, causando como efeito colateral apenas vermelhidão. 

Durante o encontro, Aldo Rebelo informou ainda que o ministério está fazendo análise para detectar quais os maiores entraves burocráticos que atrapalham as atividades científicas e pesquisa no país. “Pedi que cada secretaria entre em contato com as instituições de pesquisa e identifique os obstáculos. Minha ideia é que tenhamos um prazo de 60 a 90 dias para elaborar um relatório, e a partir daí, pedir as providências necessárias.”

O ministro participou da entrega do Prêmio Fundação Butantan aos pesquisadores da instituição.