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Alunos de escolas particulares do Amazonas protestam contra lei das cotas

Estudantes farão mobilização, em 22 de setembro, nam frente ao Campus da Ufam 01/09/2012 às 08:34
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Alunos de escolas particulares se reuniram nessa sexta (31) , no auditório do colégio La Salle, para discutir os efeitos da nova lei
Florêncio Mesquita ---

O movimento contrário as cotas para alunos de escolas públicas nas universidades federais, composto por alunos de oito escolas particulares de Manaus, fará um protesto dia 22 de setembro, em frente à Universidade Federal do Amazonas (Ufam) contra a nova lei.

 Os estudantes são contra a lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, quarta-feira, estabelecendo que  50% das vagas em universidades federais devem ser ocupadas por alunos  oriundos de escolas públicas.

Os alunos das escolas privadas  consideram que a lei é excludente e reivindicam que o acesso as universidades federais seja feito por critério de merecimento no vestibular e não por reserva de vagas. Apesar de serem contra a lei, eles se posicionam favoráveis a cotas  raciais. O movimento quer mostrar para a população, por meio do manifesto, que o Governo Federal reconhece com a reserva de vagas para alunos de escolas públicas que o ensino público é de má qualidade e insuficiente para preparar o estudante para disputar uma vaga no vestibular com o egresso  da escola particular.

A lei estabelece que 50% das vagas oferecidas serão de ampla concorrência e a outra metade reservada por critério de rede de ensino e renda familiar e cor. As universidades têm quatro anos para se adaptar à lei. No entanto, a lei vale a partir de 2013 para os alunos que participarem do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Na manhã dessa sexta-feira (31), os alunos que integram o movimento e a Associação Cultural para o Desenvolvimento Intelectual (ACDI) debateram a lei no auditório do colégio La Salle. Apesar de vestirem as fardas de colégios particulares, os alunos esclarecem que não se apresentam como representantes das instituições em que estudam, mas como estudantes da rede privada que estarão em desvantagem na disputa do vestibular.

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) se posicionou contra a lei e vai entrar com ação na Justiça para questionar o ajuste social estabelecido na nova norma. Para a presidente da instituição, Amábile Pacios, a lei desrespeita a igualdade de acesso que deve ser oferecida a toda população. O entendimento de Pacios traz os mesmos questionamentos do movimento contrário as cotas, em Manaus, e reforça a ideia de má qualidade da preparação dos alunos de escolas públicas.

Segundo o presidente do Grêmio Estudantil do colégio LA Salle, Willace Souza, o Governo Federal deveria investir na qualidade da educação básica para formar melhor os alunos até o vestibular.