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Alunos e professores do curso de Arqueologia da UEA aproveitam destroços de incêndio

Alunos e professores do curso de Arqueologia da UEA coletaram peças remanescentes do incêndio que destruiu a comunidade 04/12/2012 às 08:30
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Estudante recolhe objetos destruídos no incêndio da semana passada. Materiais serão reunidos numa exposição que vai contar a história da comunidade
Carolina silva ---

Objetos encontrados entre os destroços da comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, Zona Oeste, após o incêndio que destruiu o local, há uma semana, serão reunidos numa exposição itinerante que vai ajudar a manter parte da história da comunidade viva.

O trabalho, que ainda não tem data definida para ser concluído, está sendo feito por 18 alunos finalistas da primeira turma do curso de Arqueologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

A remoção dos objetos da área, que sofrerá intervenção do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), também atende uma recomendação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por conta da portaria 230/2002, que estabelece: “proceder à contextualização arqueológica e etnohistórica da área de influência do empreendimento, por meio de levantamento exaustivo de dados secundários e levantamento arqueológico de campo”.

“Nós estamos aqui coletando o que sobrou como forma de se estudar esses fragmentos, esses pedaços de coisas encontradas, e, com isso, interpretar o tipo de ocupação que tinha aqui. Além disso, existe a resolução 001/86 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que diz respeito ao estudo de impacto ambiental de um grande empreendimento e a portaria do Iphan vincula a pesquisa arqueológica a esse licenciamento ambiental. Toda área do Prosamim está sendo alvo de intervenção arqueológica”, explicou a coordenadora do curso de Arqueologia da UEA, Arminda Mendonça.

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