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Amazonas deve antecipar tratamento de pacientes com HIV

No Amazonas, registro de contaminados reduziu 16% no primeiro semestre de 2012 03/09/2012 às 13:54
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Idéia do Ministério da Saúde é antecipar tratamento com antirretroviral para aproveitar nível mais alto de defesa do organismo, reduzindo contaminação e garantindo qualidade de vida do paciente
Carolina Silva ---

Por recomendação do Ministério da Saúde, o Amazonas deverá antecipar o tratamento antirretroviral em pacientes com o HIV, vírus da Aids. O Estado é um dos que vem registrando redução do número de casos, principalmente no último ano. De 2011 para 2012 houve uma redução de 16 % dos casos comparando os seis primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Fundação de Medicina Tropical (FMT): foram 275 casos no primeiro semestre de 2012 contra 327 em igual período de 2011. 

A medida do Ministério da Saúde também passou a valer para os outros 25 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Essa mudança, segundo o órgão ministerial, pode reduzir a ocorrência de infecções associadas à Aids e a minimizar a transmissão do HIV.

Apesar da redução, em outros Estados, como a Bahia - que notificou 800 novos casos no primeiro semestre de 2012, segundo a Secretaria Estadual de Saúde - os dados ainda são alarmantes no País.

A nova medida do Ministério da Saúde integra o novo Consenso Terapêutico da doença. O tratamento retarda a progressão da imunodeficiência e restaura a imunidade do paciente com o HIV.

Para o infectologista da Fundação de Medicina Tropical, Noaldo Lucena, a nova recomendação do MS que passará a ser seguida no Amazonas vai reforçar a prevenção de novos casos de Aids na região. “A possibilidade de transmissão da doença será bem menor”, afirmou Lucena.

Mais cedo

O especialista explica que a mudança significa que o tratamento antirretroviral será para todas as pessoas com contagem de linfócitos CD4 (células de defesa do organismo que indicam o funcionamento do sistema imunológico) menor ou igual a 500 células/mm3.  Antes, o início do tratamento era destinado para contagem menor ou igual que 350 células/mm3.

“Ao começar o tratamento com níveis de defesa do organismo mais alto, podemos conseguir  que o paciente infectado com o vírus do HIV não manifeste os sintomas da doença”, explicou.

Noaldo Lucena completa, ainda, que “zerar” a carga viral dos pacientes será importante para redução dos riscos de contaminação. “É importante pra melhorar a qualidade de vida desse paciente”.

Também como medida de prevenção, as novas recomendações do Ministério da Saúde vão incluir a possibilidade de antecipação do início do tratamento para evitar a transmissão entre parceiros sexuais fixos sorodiscordantes: relação em que um é soropositivo e o outro, não.

“Também vale ressaltar que o uso do preservativo continua sendo um dos principais  meios para prevenir a contaminação pelo vírus HIV”, ressaltou Noaldo Lucena.