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Amazonas e Tocantins debatem sobre entreposto da ZFM, em Manaus

Governo do Tocantins apresenta amanhã, no auditório do Senai, os detalhes de criação do entreposto comercial no Estado. O governador do Amazonas, Omar Aziz, ainda não confirmou presença no evento 07/08/2012 às 10:17
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Opção para entreposto será a ferrovia Norte-Sul, que ligará São Paulo ao Pará
Renata Magnenti Manaus (AM)

A discussão sobre o entreposto entre o Governo do Amazonas e o do Tocantins, que facilitará o escoamento de produtos fabricados na Zona Franca de Manaus (ZFM) para o Sul e Sudeste do País, é tema de debate que acontecerá nesta sexta-feira (3/8) no auditório do Senai, Zona Sul. Representantes do Governo do Tocantins estarão na cidade, mas o governador do Estado, Omar Aziz, ainda não confirmou presença no evento. Para empresários da indústria, o entreposto será mais uma opção logística diante da precária infraestrutura do Estado.

O projeto “O Brasil no Tocantins” apresenta amanhã a representantes da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), da Superintendência da Zona Franca (Suframa) e do Governo do Amazonas os modais que o Estado colocará à disposição das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Uma das opções é a ferrovia Norte-Sul, com 3,1 mil quilômetros de extensão que liga a cidade de Estrela D’Oeste (SP) até Belém. A ferrovia está praticamente concluída. Porém, há questões a serem resolvidas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), no trecho de Goiânia e Gurupi (TO).

Outra opção será o ecoporto a ser inaugurado em quatro anos e que deve ter investimento de R$ 30 milhões. O local será destinado a embarque e desembarque de mercadorias, cujas obras de infraestrutura devem começar em breve, já que a licença ambiental foi recentemente aprovada.

Além da opção aérea, outro modal já disponível é o rodoviário, com ligação de Campinas (SP) até Praia Norte (TO).

Indústria

O diretor da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), Augusto Araújo Neto, disse que, se assinado o entreposto entre o Amazonas e Tocantins, os custos de transporte devem cair até 15%. “Isso porque as condições de transporte serão melhores. Agora é esperar a decisão dos governos”.

O entreposto dá a opção de fabricantes armazenarem em outro local, no caso Tocantins, mercadorias prontas para venda. O detalhe é que o produto só é tributado com a consolidação da venda. “Com o entreposto de Tocantins, uma mercadoria chegará a São Paulo pelo modal rodoviário em 24 horas”, afirmou Araújo Neto.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, defende que entrepostos são sempre bem-vindos, porém, algumas vezes acabam servindo como alternativa para driblar os problemas logísticos de um Estado. “Um entreposto acaba minimizando nossa situação. Só assim, os produtos fabricados no PIM acabam chegando mais rápido no Sul e Sudeste do País”, disse.

Entrepostos

A medida é estabelecida na rota estratégica entre dois polos. Hoje, a Zona Franca de Manaus tem entroposto com a cidade de Resende, no Rio de Janeiro, Uberlândia, em Minas Gerais e estuda também a possibilidade de firmar acordo com Recife, em Pernambuco.