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Amazonas encerra o trimestre com queda de 27,2% em exportações

Redução nas vendas de motocicletas para Argentina foi o principal motivo da queda de US$ 49,46 milhões nas exportações, segundo MDIC 21/04/2015 às 18:20
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Setor de duas rodas , um dos principais do PIM, vem sofrendo baixas desde 2011
Juliana Geraldo ---

O Amazonas segue sem boas notícias quando o assunto é comércio exterior. O Estado encerrou o primeiro trimestre do ano com queda de 27,2% nas exportações de componentes e produtos acabados. O volume de vendas para fora do País, que entre janeiro e março de 2014 era de US$ 234,22 milhões caiu para US$ 170,76 milhões este ano. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

De acordo com o levantamento, o grande “vilão” dos números de exportação de Polo Industrial de Manaus (PIM) no período foi a baixa comercialização de motocicletas de baixa cilindrada, principalmente para a Argentina, o principal comprador do item.

Entre janeiro e março, deixaram o País, a partir das fábricas amazonenses, 4.636 motos, totalizando U$$ 13,40 milhões. Foram 16.371 unidades a menos em relação a 2014, quando 21.007 motocicletas foram vendidas. Em relação ao volume de vendas, a retração foi de 69,24%, frente ao montante acumulado no mesmo período do ano passado (US$ 43,56 milhões).

Crise

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus (Sinmen), Athaydes Mariano Félix, avaliou que os números negativos são resultado de uma recessão econômica que já afeta há algum tempo países da América Latina, como é o caso da Venezuela e da Argentina. Segundo ele, esse cenário, somado à situação da economia brasileira e da crise em que já se encontra o setor de duas rodas, afetou não apenas o número das exportações, mas também o mercado interno e a produção industrial. “Um dos reflexos foi, a antecipação das férias coletivas nas grandes fábricas do segmento no PIM, tudo por conta do estoque alto. Nossa expectativa é que a situação volte a patamares mais confortáveis a partir de julho”, apostou.

Para o gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (CIN/Fieam), Marcelo Lima, a recuperação do segmento deverá ser lenta e gradual. “Vamos ter que aguardar pelo menos até junho para ver o ritmo do setor voltar a crescer”, projetou o dirigente.