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Amazonas registrou 46 casos de mortalidade materna em 2011

No ano de 2010, foram 69 óbitos, e em 2011 apenas 46, o que representa uma redução de 33%. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) 10/07/2012 às 16:20
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Pesquisa do Ministério da Saúde indica que a mortalidade materna no Brasil caiu 21% entre janeiro e setembro de 2011
acritica.com Manaus (AM)

O Estado do Amazonas registrou queda nos casos de mortalidade materna entre 2010 e 2011. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM). De acordo com os dados, no ano de 2010, foram 69 óbitos, e em 2011 apenas 46, o que representa uma redução de 33%.

Morte materna é aquela causada por complicações durante a gestação ou até 42 dias após o fim da gravidez, quando provocada por problemas de saúde como hipertensão, desprendimento prematuro da placenta ou doenças preexistentes, se agravadas pela gravidez.

Segundo a assessora de Auditoria e Supervisão da FVS, Osminda Loblein, a redução é resultado do aumento do número de mulheres que realizam acompanhamento pré-natal e da melhora na qualidade de notificações de vigilância em óbitos no Estado. “Por ação das mulheres em intensificarem seus tratamentos durante a gestação, e com a melhoria da capitação em vigilância em óbitos é possível contribuir de forma significativa para esta redução”, destacou.

Além das causas associadas à gravidez, ao parto e ao puerpério (infecção pós-parto e hemorragias), existem os fatores de risco que aumentam a vulnerabilidade das mulheres de morrerem por morte materna, tais como desinformação ou má compreensão, em razão da baixa escolaridade, desnutrição, baixa renda, discriminação racial, ausência de amparo familiar ou de companheiro, exposição à violência doméstica e a falta do pré-natal.

Loblein também alerta para a importância da prevenção e da qualidade do serviço de saúde prestados à sociedade que em muitos casos podem ser fundamentais. “Fazer os exames do pré-natal corretamente, qualificar os profissionais de saúde, e oferecer um atendimento digno com condições estruturais básicas são elementos de suma importância para a saúde da mãe e do feto”, explicou.

Para o diretor presidente da FVS, Bernardino Albuquerque a redução representa que os esforços e trabalhos de vigilância em óbitos realizados pelo governo do Estado estão sendo excelentes instrumentos de prevenção. “As ações de prevenção e de assistência à saúde materna fetal contribuem significativamente para a melhoria da qualidade dos serviços de atendimento materno”, enfatizou o diretor.