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Cotidiano
Impeachment

Amazonas será o oitavo estado a votar na Câmara dos Deputados, em Brasília

Dos oito membros da bancada do Amazonas, seis já declararam voto a favor: Arthur Bisneto (PSDB), Átila Lins (PSD), Conceição Sampaio (PP), Marcos Rotta (PMDB), Pauderney Avelino (DEM) e Silas Câmara (PRB) 17/04/2016 às 15:27 - Atualizado em 17/04/2016 às 15:35
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O deputado Pauderney Avelino (DEM) já declarou que é a favor do impeachment (foto: Florianos Rios/Divulgação)
Antônio Paulo Manaus (AM)

A sessão da Câmara dos Deputados que vai decidir, neste domingo (17), sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, acusada de cometer crime de responsabilidade por pedaladas fiscais e emissão de decreto sobre recursos orçamentários sem autorização do Congresso Nacional, foi aberta às 14h pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Após o discurso do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do parecer do impeachment na Comissão Especial, agora, os líderes de todos os partidos com representação na Câmara, encaminham voto a favor e contra o andamento do processo. Somente depois da manifestação das lideranças é que será aberta a votação nominal. Cada deputado vai dizer “sim”,  “não” ou abstenção.

Para aprovar o pedido de impeachment e prosseguir o processo no Senado, a oposição precisa de 342 votos “sim” e o governo, 172 votos “não”. Dos oito membros da bancada do Amazonas, seis já declararam voto a favor: Arthur Bisneto (PSDB), Átila Lins (PSD), Conceição Sampaio (PP), Marcos Rotta (PMDB), Pauderney Avelino (DEM) e Silas Câmara (PRB). Até agora, os deputados Hissa Abrahão (PDT) e Alfredo Nascimento (PR) não declararam os votos.

O líder do PDT na Câmara, Weverton Rocha (MA), disse agora a pouco esperar que Hissa vote contra o impeachment porque é decisão do diretório na nacional. “O deputado que não votar de acordo com a orientação do partido, sofrerá sanção (punição) política, podendo até ser expulso”. Nesse caso, Hissa poderá se filiar em outro partido e concorrer às eleições municipais deste ano como candidato a prefeito de Manaus.

O deputado ainda não divulgou o seu voto e promete só fazê-lo na hora que for chamado pelo presidente Eduardo Cunha. Mas, fonte muito próxima a Hissa Abrahão revela que ele tem duas saídas: votar “sim”, a favor do impeachment e se comprometer com o partido que acaba de entrar e é comandado por ele no Amazonas. Ou vai se abster. Dessa forma, não correria o risco de sofrer expulsão.  Em qualquer hipótese, ele só não dará voto contra o impeachment.

Voto do Alfredo

Outro voto esperado na tarde deste domingo é do deputado Alfredo Nascimento. Presidente nacional do Partido da República (PR), que é da base do governo e detém o Ministério dos Transportes, desde 2003, Alfredo ainda não se posicionou sobre como vai votar. Na manifestação do líder do PR, agora a pouco no plenário, o deputado Aelton Freitas (MG) encaminhou voto “não” ao impeachment.

O governo tem Alfredo Nascimento na lista dos votos “não”, mas informações de bastidores apuradas por A Crítica revelam que ele tende a votar “sim”. O motivo ainda tem a ver com o desentendimento dele com a presidente Dilma no episódio em que foi pediu demissão do Ministério dos Transportes, em julho de 2011, após denúncias sobre um suposto esquema de superfaturamento em obras envolvendo servidores da pasta. 

Aliados de Eduardo Braga

Deputados e senadores da base aliada ao governo consideram, no mínimo, estranho o fato de os aliados do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, votarem “sim” ao impeachment. Os deputados Marcos Rotta (PMDB-AM) e Conceição Sampaio (PP-AM) já anunciaram em discursos, entrevistas e nas redes sociais que são favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff e vão votar “sim” na tarde deste domingo. Os dois parlamentares foram eleitos na chama de Braga nas eleições de 2010.

Para os aliados do governo, Braga não interfere nos votos dos “pupilos” porque faz jogo duplo e quer mostrar os votos “não” ao vice-presidente Michel Temer, que poderá assumir a Presidência da República em caso de impeachment de Dilma.

“É muito cômodo o ministro do governo nada dizer sobre os votos de parlamentares que estão sob seu comando. É bom lembrar também que o PMDB, partido do ministro, deixou o governo, mas ele continuou na pasta. Assim, fica bem na foto em qualquer situação”, disse um parlamentar que pediu para não ter o nome divulgado.

O provável voto “sim” de Alfredo Nascimento também teria anuência de Eduardo Braga, pois, há indicações de que o deputado deverá ser o candidato ao Senado, em 2018, na chapa de Braga ao governo do Estado.

O Amazonas será o oitavo estado a votar; confira a ordem de votação

119 Alfredo Nascimento

120 Arthur Bisneto

121 Átila Lins

122 Conceição Sampaio

123 Hissa Abrahão

124 Marcos Rotta

125 Pauderney Avelino

126 Silas Câmara