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Amazonenses deram menos 'calotes' de cheques em 2012

Foram 32,6 mil cheques devolvidos. Com base no levantamento, os dados do Estado seguem, inclusive, uma maré contrária ao resultado nacional 13/07/2012 às 09:29
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Foram 32,6 mil cheques devolvidos
acritica.com Manaus (AM)

Os amazonenses se policiaram e derem menos “calote” em 2012 na hora de emitir cheques. No ranking das unidades federativas que contribuíram para o resultado, o Amazonas apareceu no penúltimo lugar por apresentar a segunda menor relação de cheques devolvidos e compensados. Embora com um número 43,7% superior de ordens de pagamento compensadas de janeiro a junho de 2012 (1,94 milhão), quando comparado a mesmo período do ano anterior (1,36 milhão), apenas 32,6 mil cheques foram devolvidos. Os dados são da empresa Serasa Experian.

Com base no levantamento, os dados do Estado seguem, inclusive, uma maré contrária ao resultado nacional, que registrou o recolhimento de 458,17 milhões de cheques e a devolução de uma fatia de 2,07% deste total – em torno de 9,48 milhões. Em igual mês de 2011, os cheques compensados totalizaram 508,83 milhões, dos quais 9,84 milhões estavam “sem fundo”, representando 1,93% do total.  De acordo com o indicador, o volume de devoluções do País neste ano foi o maior para acumulado de seis meses desde igual período de 2009, quando “retornaram” 2,30% dos cheques.

Avaliação

O professor de Economia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Renilson Silva, comentou que a relação menor ante 2011 mostra um “confronto” de informações, especialmente quando o Amazonas tem acompanhado o aumento da inadimplência no País. Com base nos dados da Serasa Experian, no primeiro semestre de 2012, a inadimplência brasileira registrou alta de 19,1%, em comparação a igual período do ano passado.

De acordo com Silva, a redução mostra que, embora sob o aumento de mais de 40% da compensação de cheques, a devolução diminuiu. Ainda assim, ele ponderou que a surpresa maior é quanto ao aumento de cheques compensados, tendo em vista que tradicionalmente, apenas os ‘velhos consumidores’ costumam utilizar o recurso para pagamento das contas. “Essa preferência é utilizada por consumidores mais tradicionais, os novos consumidores não usam cheque, preferindo o ‘dinheiro de plástico”.