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Anatel estipula meta para melhorar serviço de TV por assinatura

Empresas prestadoras de serviço de TV por assinatura devem reduzir o número de reclamações até dezembro de 2013. 28/11/2012 às 13:09
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Suspeito fraudava serviços de TV e internet a cabo
Mariana Tokarnia /Agência Brasil ---

 Empresas prestadoras de serviço de TV por assinatura devem reduzir o número de reclamações até dezembro de 2013. A meta estipulada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é chegar a 0,65 reclamação por 1 mil assinantes. Em julho deste ano, este número superou em 35,2% a meta estipulada, chegando a 14,8 mil reclamações. Os dados da Anatel revelam que a maioria das reclamações são por cobrança (35,07%), cancelamento (16,42%) e reparo (13,95%).

De acordo com o superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Marconi Maya, o número de reclamações teve um aumento significativo a partir de dezembro do ano passado. Por isso, no fim de setembro de 2012, a Anatel solicitou que as empresas Claro TV, NET, Oi TV, Sky, Vivo TV, Algar e GVT apresentassem planos de ações, que já foram entregues e podem ser consultados no site da Anatel. A Algar solicitou prazo maior e deve entregar o documento até o dia 3 de dezembro. 

Entre outras ações, as empresas se comprometeram a ampliar centrais de atendimento, modernizar redes de serviço, capacitar equipes de campo, aprimorar os meios de comunicação e implementar novos meios de se comunicar com os clientes. Sky e GVT se comprometeram a incorporar os serviços terceirizados de manutenção externa, o que deve melhorar o atendimento.

As empresas que não cumprirem os planos e as metas da Anatel serão punidas com multas. Isso porque, segundo Maya, a punição aplicada recentemente a empresas de telefonia móvel - proibidas de vender novos planos – não seria efetiva para o setor, já que um menor número de assinantes não influencia na qualidade dos serviços ou na ocupação das redes.

De novembro do ano passado até este mês, a Anatel aplicou 41 multas por qualidade e 14 multas por ações que feriam o direito ao consumidor, totalizando R$ 4 milhões. “A ideia não é que arrecademos dinheiro com multa, mas que o assinante seja bem atendido”, afirma.

Edição: Denise Griesinger