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Cotidiano
Economia dá sinais de alívio

Após 9 meses em queda, produção industrial do Amazonas cresceu 22,2% em março

Principal impacto positivo veio do setor de bebidas, impulsionado, especialmente, pela maior fabricação de preparações em xarope para elaboração de bebidas. Em outra perspectiva, a queda acumulada em 12 meses foi de 18%, a pior de Brasil 10/05/2016 às 12:30 - Atualizado em 10/05/2016 às 14:09
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Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus (AM)

Após nove meses em queda, produção industrial do Amazonas cresceu 22,2% em março em relação a fevereiro deste ano, segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, o crescimento foi de 5% em relação ao último trimestre de 2015, interrompendo a trajetória de queda iniciada em dezembro de 2014.

Apesar disso, na comparação com março de 2015, o setor industrial do Amazonas recuou 10,2%, 24ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto.

O índice acumulado nos três primeiros meses do ano apontou recuo de 22,1%, ritmo de queda ligeiramente menos intenso do que aquele verificado ao último trimestre do ano passado (-23,0%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Já o índice acumulado nos últimos doze meses, passou de -18,7% em fevereiro para -18,0% em março de 2016, interrompendo a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (9,4%). Mesmo assim, o índice foi o pior do País.

COMPARAÇÕES

*Desempenho dos setores (março de 2015 / março de 2016)

O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-36,7%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), rádios para veículos automotores e receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados.

Os recuos vindos dos setores de outros equipamentos de transporte (-34,4%), de máquinas e equipamentos (-89,3%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,4%), de impressão e reprodução de gravações (-58,3%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-37,2%) e de produtos de borracha e de material plástico (-36,8%), explicados, em grande medida, pela menor produção de motocicletas e suas peças, no primeiro; de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), terminais comerciais de autoatendimento e aparelhos ou equipamentos de ar-condicionado para uso central, no segundo; de óleo diesel, óleos combustíveis, naftas para petroquímica e gás liquefeito de petróleo (GLP), no terceiro; de DVDs e discos fonográficos, no quarto; de conversores estáticos elétricos ou eletrônicos, aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio, baterias e acumuladores elétricos, fios, cabos e condutores elétricos com capa e fornos de micro-ondas, no quinto; e de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica, pré-formas de garrafas plásticas e cartuchos de plástico para embalagens, no último.

Por outro lado, o principal impacto positivo veio do setor de bebidas (108,9%), impulsionado, especialmente, pela maior fabricação de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais.

*Desempenho dos setores (1º trimeste de 2015 / 1ºtrimestre de 2016)

O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-41,5%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), receptor decodificador de sinais de vídeo codificados, rádios e computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, handhelds, tablets e semelhantes). Vale mencionar ainda os recuos vindos dos setores de outros equipamentos de transporte (-36,4%), de máquinas e equipamentos (-82,4%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-43,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-34,1%) e de impressão e reprodução de gravações (-55,6%), explicados, em grande medida, pela menor produção de motocicletas e suas peças, no primeiro; de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), no segundo; de conversores estáticos elétricos ou eletrônicos, baterias e acumuladores elétricos, aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio, fornos de micro-ondas e fios, cabos e condutores elétricos com capa isolante, no terceiro; de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica, no quarto; e de DVDs e discos fonográficos, no último.

Por outro lado, assim como na avaliação mensal, o único impacto positivo veio do ramo de bebidas (11,4%), impulsionado, especialmente, pela maior produção de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais.

*Com informações da assesoria do IBGE