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Após parto forçado no AM, mãe finalmente encontra filha

Depois de ter a barriga cortada com lâmina e a filha roubada, Odete Ferreira pôde conhecer e amamentar o bebê pela primeira vez 29/09/2012 às 10:22
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As enfermeiras Nilda Douzane (esquerda) e Mary Jane Baia atenderam tanto a mãe do bebê quanto a agressora, na maternidade
Milton de Oliveira ---

Na manhã desta sexta-feira (28), após passar três dias internada na Unidade de Terapia Intensiva do hospital e pronto-socorro João Lúcio, na Zona Leste, a dona de casa Odete Pego Ferreira, que teve a barriga cortada com uma lâmina de barbear durante um parto forçado, foi transferida para a maternidade Ana Braga, onde pôde conhecer e amamentar, pela primeira vez, a filha Ana Vitória.

O bebê foi roubado de Odete pela dona de casa Dayana Pires dos Santos, 21, que atraiu a gestante para uma estância no Jardim Mauá, Zona Leste, amarrou-a e abriu a barriga dela para pegar a criança.

De acordo com a assessoria da maternidade, mãe e filha estão em setores separados da unidade hospitalar, mas, na hora da amamentação, podem ser colocadas em ambiente reservado. Esse, inclusive, foi um pedido feito por Odete à equipe médica da unidade, já que ela ainda não conhecia a filha. Segundo a assessoria, o quadro clínico de Odete é estável e o bebê passa bem.

A maternidade informou, também, que Odete ainda sente dores no tórax e usa uma sonda para ajudar na recuperação.

Coincidência

Ainda segundo a assessoria da maternidade Ana Braga, a mesma equipe de enfermeiras que recebeu, na terça-feira, Dayana Pires dos Santos e a criança, foi a que cuidou, ontem, da verdadeira mãe do bebê.

“Quando eu vi a bebê, percebi que havia algo de estranho no braço dela. Peguei a criança nos braços e levantei a toalha e, então, constatei que a criança estava machucada e a levei para o centro cirúrgico para verificar a gravidade do ferimento e cuidar dela”, contou a enfermeira Nilda Douzane.

Nesta sexta, a equipe de enfermagem atendeu a verdadeira mãe da recém-nascida Ana Vitória. “Hoje (ontem), uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou à maternidade e nós perguntamos pela paciente que eles traziam. Mas não sabíamos que se tratava da vítima do caso que atendemos na terça-feira. Então, fizemos as principais avaliações e a encaminhamos aos cuidados médicos. Foi emocionante ver que ela está bem e reencontrou a filha”, disse Douzane.

Outra integrante da enfermagem, Mary Jane Baia, contou que Odete está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da maternidade e, quando se recuperar dos ferimentos, será transferida para outro setor do hospital, onde poderá ficar na companhia da filha. “Não podemos especificar o tempo que ela permanecerá na unidade, porque depende da evolução da saúde dela”, explicou.