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Após questionamentos, governo decide fazer nova audiência para discutir sobre Parque Sumaúma

Participantes de audiência pública realizada nesta terça-feira pediram mais informações sobre impactos ambientais da expansão da Avenida das Torres 17/01/2012 às 16:33
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Secretária Estadual de Meio Ambiente, Nádia Ferreira (esq.), vai oficializar o pedido de uma audiência pública
Elaíze Farias acritica.com

O governo do Estado vai realizar uma nova audiência pública para discutir especificamente as conseqüências causadas pelas obras de expansão da Avenida das Torres, na Zona Norte de Manaus no Parque Estadual Sumaúma.

As incertezas sobre os reais impactos na área de preservação foram expostas durante audiência pública realizada nesta terça-feira (17) na sede da Secretaria Estadual de Infra-Estrutura (Seinfra).

O geógrafo Wilde Itaborahy descreveu como “rasa e sem detalhes” a apresentação do projeto de expansão durante a audiência.

“Não explicaram o traçado dentro ou fora do parque. Cada hora se falava uma coisa. Mostraram um imagem numa escala muito pequena que ninguém conseguia ver. Felizmente, o encaminhamento que deram é que não haverá licitação antes que estas dúvidas não seja sanadas”, disse o geógrafo.

O secretário estadual de governo, George Tasso, afirmou ao portal acrítica.com que a nova audiência vai ser realizada em um prazo de 20 dias, após a titular da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), Nádia Ferreira, oficializar a data.

“A audiência de hoje (17) não esgotou o processo de discussão. Por isso haverá uma nova audiência, desta vez apenas ambiental. A de hoje foi mais para discutir o tráfego dos ônibus. Ou seja, não haverá nenhuma licitação sem que antes se supere os conflitos”, disse Tasso, informando ainda que o Sumaúma vai passar por uma revitalização a partir das obras da expansão da avenida.

Wilde Itaborahy disse que outros aspectos envolvendo a obra da expansão da avenida também não ficaram claros. É o caso do destino dos feirantes que atuam na área e da demanda da construção de uma ciclovia. Outro assunto que também ficou “confuso”, segundo o geógrafo, foi a dificuldade que os engenheiros tiveram para explicar as vias destinadas ao sistema de transporte público.

“O que ficou parecendo é que eles fizeram essa audiência apenas para obedecer a Lei de Licitações. Apenas para cumprir um ritual. Alguém até chegou a sugerir que se abrisse a licitação e depois se discutisse a questão ambiental. Ainda bem que o representante do Ministério Público que estava lá disse que isto não seria prudente para que, no futuro, a obra não tivesse necessidade de aditivos em função de novas necessidades”, comentou.