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Após trocas e reforma, governador José Melo diz que poderá haver novas mudanças no secretariado

Se perceber que 'ritmo' de um dos secretários ainda não é o desejado, gestor disse que as mudanças deverão ocorrer 09/10/2015 às 22:02
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Melo sobre ex-comandante da PM Gilberto Gouvea: 'ele não conseguiu dar o ritmo que eu queria'
Natália Caplan Manaus (AM)

Após voltar atrás sobre a extinção da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), extinguir a Secretaria de Estado de Políticas Indígenas (Seind) e reduzir em 10% os salários do primeiro escalão da administração estadual — incluindo o dele mesmo, do vice-governador Henrique Oliveira (SDD) de secretários e vices —, o governador José Melo (Pros) disse ontem (9) que não descarta mais mudanças.

“A Seped, da forma que vinha, não me agradava. Porque era um órgão cheio de pessoas, custando muito para o Estado, mas na ponta não tinha resolubilidade. Recebi a ideia de que eu deveria manter a secretaria menor, mas como formuladora e articuladora das políticas. Eu não quero uma casa cheia de gente trabalhando, mas trabalhando com eficiência. Acho que o novo arranjo vai permitir que atinja aquilo que eu quero para essa atividade”, afirmou.

Na segunda reforma administrativa, a Fundação Vila Olímpica (FVO) foi fundida à Secretaria de Estado de Juventude Esporte e Lazer (Sejel); e os Pronto Atendimento ao Cidadão (PACs) passaram a ser supervisionados pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). Segundo ele, também é possível que haja trocas no secretariado, como ocorreu no Comando Geral da Polícia Militar do Amazonas.

“Eu não posso dizer que o governo parou. O governo é dinâmico. Enquanto tivermos trabalhando em sintonia, na rapidez que eu quero, tudo bem. Quando troquei o comandante-geral da Polícia Militar [coronel Giberto Gouvêia foi substituído por Marcus James Frota] não foi porque ele era incompetente. Pelo contrário. Mas ele não conseguiu dar o ritmo que eu queria”, ressaltou.

“Dessa forma, as trocas poderão ocorrer. Se, de repente, tiver outro companheiro que trabalha e não está no ritmo que eu quero... Eu tenho muitos problemas de ordens econômica, financeira e institucional, e pouco tempo”, finalizou.

Dinâmica

De acordo com o governador, o “governo é dinâmico” e, portanto, mudanças precisam ser feitas. Entretanto, ressaltou que a troca no comando de secretarias e outras instituições estaduais não são feitas por conta de “incompetência”. O critério dele é que os titulares devem seguir o mesmo “ritmo” certo, pois “sobram problemas” e há “pouco tempo”.