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Assistência médica para doentes mentais deixa a desejar no AM

No mínimo 12 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), seriam necessários pelo número de habitantes; prefeitura diz que mais dois deverão ser entregues 10/10/2012 às 16:08
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Segundo Jair Souto, o custo médio de um avião para transporte de pacientes do interior em situação de emergência é R$ 12 mil
Florêncio Mesquita Manaus

Apesar do Brasil comemorar esta semana os avanços na saúde mental, o Amazonas ainda precisa superar um quadro de precariedade na assistência prestada a pessoas com transtornos mentais. Em alguns municípios não há assistência especializada para quem sofre de doenças mentais e em Manaus só existem três Centros de Atenção Psicossocial (Caps) quando deveriam ser 12, levando em consideração o número de habitantes da cidade, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

A falta de estrutura no interior, por exemplo, obriga pacientes com transtornos mentais e suas famílias a se deslocarem para Manaus, o que, de acordo com o presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Jair Souto, é inadequado e poderia ser evitado.

Segundo Souto, o serviço no interior é precário porque não consegue atender a demanda de pacientes que sofrem com transtornos mentais e precisam de cuidados emergenciais. A solução para esses casos, é transferir o paciente para Manaus. No entanto, o deslocamento para a capital é um problema para as prefeituras, dada à situação de crise do paciente, além dos custos gerados aos municípios.

Para Souto, é necessário que o Estado e União se mobilizem para melhorar o suporte da saúde mental nos municípios do Amazonas. Ele explica que o primeiro passo é aumentar o número de especialistas da psiquiatria no Estado e depois estruturar os municípios. Solto informa que a saúde mental na maior parte dos municípios do Amazonas é precária ou não existe. “O interior do Estado não tem estrutura para atender um paciente com transtornos mentais. Se ele estiver em crise, a dificuldade é muito maior”, disse.

Ele aponta que entre as alternativas do Estado para criar e melhorar a assistência de saúde mental no interior está a implantação de pólos de saúde em municípios que servem de acesso para outras localidades. Ele cita como exemplo Itacoatiara, Manacapuru, Maués, Tabatinga, Humaitá, Tefé e Parintins.  “Tefé, por exemplo, recebe muitas pessoas de outros municípios próximos. Lá poderia ser um desses polos e as pessoas não precisariam se deslocar para Manaus”, disse.