Publicidade
Cotidiano
Violência bairros

Associação das Escolas de Samba vai discutir segurança em locais próximos às quadras das agremiações

Mortes registradas nas Zonas Leste e Sul no último final de semana mobilizaram associação para definir medidas adotadas 17/01/2012 às 12:51
Show 1
Elimar Cunha pediu à população que não faça associações de violência e samba
Milton de Oliveira Manaus

Depois do registro de dois assassinatos durante os ensaios técnicos de duas escolas de samba no final de semana em Manaus, o presidente da Associação do Grupo Especial das Escolas de Samba de Manaus (Ageesma), Elimar Cunha convocou para esta terça-feira(17)  uma reunião com os presidentes das escolas para tratar do tema segurança.

“Vamos aproveitar a reunião para falar, também, sobre a segurança ao redor dos locais dos ensaios técnicos, além de assuntos referentes ao carnaval”, afirmou Cunha.

O comandante do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), coronel Ricardo Magno, informou que o CPM costuma receber ofícios quando há “atração de fora” nas quadras das agremiações, mas não soube informar sobre ofícios recebidos quando se trata de ensaios técnicos. “Segundo os relatos e notícias, não acredito que esses homicídios estejam relacionados com as escolas de samba. A polícia vai averiguar”, destacou.

A prefeitura informou, por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), que em casos de grande fluxo ou ruas principais fechadas por conta do grande fluxo de pessoas e veículos, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) e a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) precisam ser previamente comunicados.

O presidente da Ageesma não soube informar quantos ensaios técnicos ainda deverão ocorrer na cidade até o dia 18 de fevereiro, quando acontece o desfile das escolas de samba do grupo especial.

 Elimar Cunha pediu à população que não faça associações da violência com os ensaios das escolas de samba. “Os homicídios não estão relacionados aos ensaios. Foram fatos isolados e desconhecemos as causas”, disse.

As escolas de samba informaram por meio de suas assessorias que os homicídios não aconteceram dentro das agremiações, que as vítimas não participavam dos ensaios e que cada local dispõe de seguranças particulares. “As únicas relações do assassinato da senhora Edileuza Silva da Costa com a Reino Unido da Liberdade são o fato de que o crime ocorreu bem próximo ao local onde estávamos nos concentrando”, disse, em nota, a Reino Unido. E concluiu que o ensaio foi cancelado por respeito à dor da família.