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Associação GLBT classifica como homofóbico post do cantor Cileno

Uma publicação sobre o casamento homoafetivo no Facebook não agradou internautas e a Associação Orquídeas GLBT, que enviou uma nota de repúdio à imprensa; o cantor se defende dizendo que distorceram o que foi escrito 07/12/2012 às 13:26
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Postagem do cantor Cileno no Facebook causa polêmica
Joelma Muniz/ Leandro Tapajós Manaus (AM)

A Associação Orquídeas GLBT enviou à imprensa uma nota de repúdio ao cantor e compositor Cileno.  O artista, conhecido no Amazonas, publicou na manhã dessa quinta-feira (6) um post sobre o casamento homoafetivo em sua página na rede social Facebook – assunto  que ganhou destaque na última semana após a autorização de dois casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo no Amazonas.  

A publicação de Cileno classifica a união homoafetiva como “boiolagem escancarada”. A afirmação não agradou a associação e também alguns internautas, que comentaram e compartilharam o post.

De acordo com a nota, a declaração do cantor reforça a homofobia. “Repudiamos tal afirmações tendo em vista que o mesmo é um artista prestigiado no cenário local e que tal atitude somente serve para aumentar a discriminação e destruir todo um grande trabalho que vem sendo realizado no Brasil contra a Homofobia e a intolerância contra LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)”, cita o documento.

Para o produtor cultural e presidente da associação, Fabrício Nunes, a repercussão da postagem foi negativa. “Ontem recebei varias mensagens no celular e no Facebook falando sobre o assunto. Quando eu vi achei uma colação gratuita. Podemos ter nossa opinião, mas não se pode publicar tudo que se pensa”, disse.


Em entrevista concedida ao portal acritica.com por telefone, o cantor Cileno se defendeu e disse que houve um erro de entendimento entre os internautas.  

“Está explicito no que escrevi que sou contra os rótulos. As pessoas criam essas coisas todos os dias. Não sou contra nem a favor da relação entre homem e homem e mulher e mulher. As pessoas têm direito de optar pelo que lhes faz feliz, têm livre arbítrio. Quem sou eu para criticar essas opções? Só acho desnecessário todo esse estardalhaço que fazem em torno dessas relações. Infelizmente distorceram o que escrevi. Não sou radical, tenho amigos e pessoas da classe musical com que convivo sem nunca ter destratado ou desrespeitado”.