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Audiência pública na Aleam discute a situação da saúde no interior do AM

Para o representante do Conselho Estadual de Medicina (CRM), Antonio de Pádua, a “irresponsabilidade” do sistema de Saúde do Governo do Estado está promovendo o aumento do número de deficientes visuais em todo o Amazonas. Ele afirmou isto durante uma Audiència Pública na ALEAM na quinta-feira (8). 09/11/2012 às 16:40
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Aleam discute saúde no Amazonas
acritica.com Manaus (AM)

O representante do Conselho Estadual de Medicina (CRM), Antonio de Pádua, fez uma denúncia contra o sistema de saúde estadual na quinta-feira (8) na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), durante Audiência Pública promovida pelo deputado estadual Luiz Castro (PPS), no auditório Cônego Joaquim Gonçalves de Azevedo, para ser discutida a saúde ocular da população do Amazonas.

Segundo Pádua, durante mutirão de cirurgias patrocinado pelo Estado no município de Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros de Manaus), quatro pessoas perderam a visão e mais de uma dezena teve sérios problemas de visão depois de serem operadas nos olhos. “O CRM recebeu a denúncia e recomendou o fim desses mutirões, mas a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) decidiu mantê-los. Isso prova que a vida das pessoas, para eles, não conta absolutamente nada”, disse.

Segundo o médico Jacob Cohen, médico presente na Audiência, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou relatório afirmando que 50 milhões de pessoas estão cegas em todo o mundo, mas reconheceu que as diferenças existentes entre o Primeiro e o Terceiro Mundo são gritantes. “Enquanto em Nova Iorque existe uma pessoa cega para cada 200 sãs, no Amazonas pelo menos três pessoas são cegas. Isso atesta a baixa eficácia dos investimentos na área de saúde”.

Cohen disse que a capital do Amazonas está sendo mais beneficiada pelos avanços na área de medicina, enquanto o interior não recebe absolutamente nada. Corroborado por Antonio de Pádua, que disse não ter o interior do Amazonas recebido absolutamente nada em termos de melhorias na área de saúde visual, Jacob Cohen explicou que as maiores causas para cegueira ainda são a catarata, o glaucoma, a retinoplatia diabética e as doenças genéticas.

Ele ainda afirmou que “a política de Saúde para o interior do Amazonas é péssima”, razão pela qual tem realizado, sempre que pode algumas cirurgias em sua cidade, Parintins, de onde veio para Manaus quando tinha 16 anos de idade.

O autor da proposição, deputado Luiz Castro, que assistiu a tudo e afirmou que os avanços tecnológicos na área da Saúde Visual ainda não foram “vistos pela população”, disse que Neirimar Furokawa, presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência Visual, tem toda a razão quando diz que o aparelho estadual está “deficiente e cego” para os problemas das pessoas com deficiência visual.