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Autaz - Mirim, no Amazonas, já vive as dificuldades da grande cheia de 2009

Além das casas e casebres submersos pela cheia, os pequenos criadores da comunidade de Autaz-Mirim, em Autazes  ( a 118 quilômetros de Manaus-AM) estão preocupados em manter o gado devido ao alto preço da ração, vendida a R$ 27, a saca 10/05/2012 às 13:00
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Com a cheia rebanho pode morrer por doenças, atolado ou asfixiado com o sangue da língua arrancada pelo peixe pirarucu-boia
acritica.com Manaus

O temor  pela perda do rebanho já preocupa os o pequenos criadores da comunidade de Autaz-Mirim, em Autazes (a 118 quilômetros de Manaus-AM), em conseqüência  da ausência de ração de farelo de soja, que serve como complemento alimentar durante o tempo em que o gado permanece nas pastagens artificiais  e que está sendo vendida a R$ 27,00, preço considerado muito alto pelos  pequenos criadores de gado da cidade.  

De acordo com o pecuarista  Pedro Américo da Silveira Nobre,  em Autaz-Mirim já se sabe que faltam apenas 10 cm para que  a enchente deste ano seja comparada à de 2009, entretanto ele lamenta que  pequenos criadores da cidade ainda não tenham recebido o subsídio da ração de soja  que serve para ajudar a manter  o rebanho no período de cheia. 

Ele explica que é urgente essa ajuda devido à complexidade em manter vivo o rebanho no período de março até junho quando inicia o verão.  

Durante as grandes  cheias o gado é retirado das várzeas e levado para a terra firme. Entretanto, como em terra  firme as  pastagens são insuficientes, os donos dos gados são obrigados a colher os capins das beiras dos rios  para ajudar na alimentação. Mesmo assim as canaranas são insuficientes, fazendo com que os criadores necessitem da ração de soja para complementar a alimentação das reses.

Por outro lado, o pecuarista explica que com a chegada  do verão, em junho, a vida dos animais também começa a complicar, porque mesmo  em terra firme, o pasto seca e o gado começa a padecer com doenças.

Em junho,  como  as várzeas ainda estão submersas os animais precisam sair em busca da alimentação – capins flutuantes –  sempre correm  o risco de morrerem  atolados na lama  ou asfixiados  com o sangue da língua que é devorada pelo peixe pirarucu-boia, além dos ataques de cobras  e jacarés.     

Nobre reafirma  que  é  urgente a ajuda da ração pois calcula que se for deixada para junho,  o rebanho já poderá  estar em sofrimento, enfraquecido. “O certo seria a Prefeitura se deslocar com o alimento até à fazenda e vender a ração com um parâmetro de cota que corresponda as condições  de cada produtor”, sugere o pecuarista.