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Cotidiano
Saúde

Fundação de Medicina Tropical inaugura instituto voltado para pesquisas

O instituto, que recebeu o nome do médico Carlos Augusto Telles de Borborema, funcionará como um centro de pesquisa de doenças como Tuberculose, Malária e HIV, além de estudos na área de animais peçonhentos 22/08/2017 às 10:35
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Espaço destinado à pesquisa e capacitação foi inaugurado nesta segunda-feira (21). Foto: Valdo Leão/Secom/Divulgação
Silane Souza Manaus (AM)

O Amazonas vai ampliar a formação de recursos humanos de alta especialidade na área da saúde e o desenvolvimento de pesquisas com foco no atendimento ao paciente, com o Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema. A estrutura, localizada nas dependências da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, foi inaugurada ontem e é voltada para pesquisa de doenças infecciosas e tropicais. 

O governador do Amazonas, David Almeida, disse que a inauguração da instituição é um sonho de seis anos que se realiza. “A entrega desse espaço sem dúvida alguma vai contribuir muito com a saúde do Estado. Investir em saúde é dar qualidade de vida ao povo e é desta forma que estamos trabalhando nesses 100 dias (de gestão). A homenagem ao doutor Carlos Borborema é justa e meritória para alguém que se dedicou muito ao Estado do Amazonas”, afirmou. 

A diretora da FMT-HVD, Graça Alecrim, declarou que a instituição é conhecida nacional e internacionalmente e agora vai concentrar alunos da graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado junto com os pesquisadores no desenvolvimento das pesquisas. “Esse prédio tem 1950 metros quadrados, sendo 400 metros quadrados só de laboratórios, onde também temos áreas para capacitar pessoas do Brasil e de fora do País dentro das áreas de doenças infectocontagiosa”.

O instituto, que recebeu o nome do médico Carlos Augusto Telles de Borborema, funcionará como um centro de pesquisa de doenças como Tuberculose, Malária e HIV, além de estudos na área de animais peçonhentos. Atualmente, a FMT-HVD possui em andamento 25 projetos de iniciação científica e 82 estudos de mestrado e doutorado em áreas diversas. 

De acordo com o diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD, Marcus Lacerda, no Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema os pesquisadores se juntarão para lutar contra aquilo que for mais importante no momento. O objetivo é desenvolver novas drogas e forma de diagnóstico das doenças. “Também queremos focar em doenças que nunca ou pouco foram estudadas como Chagas e Leishmaniose. A expectativa é que os pacientes comecem a ter novas medicações em curto período de tempo e que tenha eficácia igual ou melhor das que tem hoje”. 

Nome em alusão a fundador

O instituto é uma homenagem ao médico Carlos Augusto Telles de Borborema que, em 1972, com o também médico Heitor Vieira Dourado, criou, nas dependências do então Hospital Getúlio Vargas, uma enfermaria para tratar pacientes com doenças tropicais infectoparasitárias. O trabalho ali desenvolvido funcionou como um embrião para a criação do Hospital de Moléstia Tropicais, que depois transformou-se na Fundação de Medicina Tropical (FMT).

O Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema conta com um Laboratório de Malária de 400 m², com estrutura moderna, área de esterilização, fluxomêtros, câmara fria e bancadas. A unidade tem ainda um auditório com capacidade para 176 pessoas, salas de treinamento para técnicos de microscopia, salas de apoio para estudantes e professores e áreas administrativa, abrigando quatro setores, entre ensino, pesquisa e comitês.

Foram investidos cerca de R$ 6 milhões na construção do instituto. O recurso foi repassado pelo Ministério da Saúde, Fapeam e FPS.