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Aventureiro desce o rio Negro em um caiaque

Angelo Corso conheceu comunidades ribeirinhas, o arquipélago Mariuá e a diversidade da região mais rica da Amazônia 24/10/2012 às 09:35
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Corso passou 31 dias remando para cumprir o trajeto São Gabriel-Manaus
Jornal A Crítica Manaus

Ao longo de 31 dias, o aventureiro Angelo Corso percorreu 975 quilômetros em um caiaque vindo do Município de São Gabriel da Cachoeira até Manaus. Ele enfrentou a mistura de sol forte e chuva da região para realizar o projeto “Expedição Amazônia” a fim de conhecer comunidades ribeirinhas ao longo do rio Negro e incentivar a preservação local. Corso foi acompanhado em outro caiaque pelo cinegrafista Mária Vidal.

Ao longo da descida pelo rio Negro até Manaus eles coletaram imagens que darão origem a um documentário.

A bordo de um caiaque de apenas 5 metros de cumprimento, Corsa e Vidal remaram pelo rio Negro e contam que viveram uma experiência única.

Eles concluíram a expedição na segunda-feira quando chegaram à praia da Ponta Negra depois de um mês remando pelo rio. Corso e Vidal saíram do Rio de Janeiro no início de setembro e chegaram à capital amazonense no dia 12 do mesmo mês. Dois dias depois, eles subiram o rio Negro em direção a São Gabriel da Cachoeira em um barco de recreio mapeando os pontos que pudessem oferecer dificuldade da navegação nos caiaques. A descida a remo pelo rio Negro começou no dia 22 de setembro.

De São Gabriel da Cachoeira Corso e Vidal seguiram rumo ao pico da Neblina em uma área distante da possibilidade de resgate imediato. Para prevenir possíveis emergências ao longo da expedição, Corsa e Vidal transportaram 170 quilos de equipamentos, medicamentos e comida em cada caiaque. 

De São Gabriel da Cachoeira eles seguiram para os arquipélagos de Mariuá no município de Barcelos e Anavilhanas.

Segundo Corso, a principal dificuldade na aventura foi o sol forte e a sensação térmica que castigaram a pele. “No primeiro dia me descuidei e peguei uma insolação com um mal estar intenso. O sol no Amazonas castiga quem não está acostumado”, disse.

Corso destaca que a experiência mais rica ele tirou da expedição foi à oportunidade de conhecer a população ribeirinha do Amazonas. “Não há dinheiro que pague a receptividade calorosa, acolhedora do povo do Amazonas. As pessoas aqui te oferecem o peixe e a farinha e tratam você como igual. Isso não tem em nenhum outro lugar”, disse.