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Bancários do Amazonas decidem se cruzarão braços

A categoria está mobilizada para entrar em greve por tempo indeterminado 06/09/2012 às 07:08
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Bancários negociam e não descartam a possibilidade de entrar em greve
jornal a crítica Manaus

Na próxima quarta-feira, os  bancários realizarão assembleia para deliberar se vão entrar ou não em greve por tempo indeterminado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb/AM), Nindberg Barbosa, tanto a Confederação Nacional dos Trablhadores nas Empresas de Crédito (Contec) quanto a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) trabalham com um calendário único para as negociações.

Os bancários querem 10,25% de reajuste salarial, enquanto a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), em reunião realizada em São Paulo na semana passada,  ofereceu apenas 6%, bem pouco acima da inflação acumulada no período de setembro de 2011 a agosto deste ano, que foi de 5,3%, tomando como referência o Índice Naciona de Preços ao Consumidor (INPC).

Os bancários estão mobilizados em todo o País. “Estamos comunicando a respeito da proposta de greve a partir do dia 18”, destacou Barbosa, explicando que a assembleia da quarta-feira visa dar tempo aos patrões, em caso de decisão pela greve, como exige a lei.

Segundo Barbosa, hoje um técnico bancário recebe em média R$ 1,8 mil na Caixa e no Banco do Brasil; no Banco da Amazônia,  R$ 1,52 mil, enquanto nas demais instituições financeiras privadas essa remuneração é de  R$ 1,4 mil.

Outras demandas
O reajuste é apenas um dos itens da pauta de reivindicações dos bancários. Eles também exigem um piso salarial na ordem de R$ 2,41 mil, conforme o mínimo necessário estimado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Quanto aos questionamentos a respeito das propostas, a Febraban enviou apenas comunicado no qual aborda que  “a entidade renovou a proposta de 6% de reajuste salarial para os bancários. Além disso, ressaltou que, desde 2004, a entidade fechou acordos salariais com aumento real”. Tendo em vista o INPC, o valor real projetado para este ano é somente de 0,7%.

Ganhos reais
Pesquisa do Dieese mostra que os acordos salariais do primeiro semestre tiveram, em média, ganhos de 2,23% acima da inflação, mesmo nos setores atingidos pela crise. Assim, conforme a Contraf-CUT, não há razão para a recusa dos bancos em atender as reivindicações.