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Bandeira do Congresso ficará a meio-mastro como luto pela morte de Niemeyer

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou que a bandeira do Brasil seja colocada a meio-mastro como luto pela morte, na noite de ontem (5), do arquiteto Oscar Niemeyer. 06/12/2012 às 09:02
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Arquiteto Niemeyer morreu nesta quarta-feira (05) aos 104 anos
Marcos Chagas/Agência Brasil ---

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou que a bandeira do Brasil seja colocada a meio-mastro como luto pela morte, na noite de ontem (5), do arquiteto Oscar Niemeyer. Ele também deverá suspender a sessão do Senado prevista para esta tarde.

Em nota, logo após tomar conhecimento do fato, o senador destacou que teve “o privilégio de conviver com Oscar Niemeyer”. Ainda como presidente da República, ele disse que convidou o arquiteto a vir à Brasília para recriar o Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

“Se a arte brasileira tem seu reconhecimento internacional, é na extraordinária presença que Oscar Niemeyer deixa ao mundo inteiro, com o seu gênio e sua capacidade de invenção e de reinvenção a qualquer tempo”, frisou José Sarney na nota oficial.

No prédio do Congresso, desenhado pelo arquiteto, pelo menos o gabinete 11 do Senado trás um registro peculiar da passagem de Niemeyer pela Casa. O gabinete, que é ocupado normalmente por um senador fluminense, pertence a Francisco Dornelles (PP-RJ).

Toda uma parede foi desenhada com projetos seus, como a Universidade de Brasília (UnB) e o Sambódromo do Rio de Janeiro, enquanto aguardava a chegada do amigo e então senador Darcy Ribeiro. “[Entediado por esperar por por Darcy, que saiu para resolver questões políticas], ele desenhou toda a parede do gabinete de forma que eu sou o único senador a ter este privilégio”, relatou à Agência Brasil o senador Francisco Dornelles.

O parlamentar, apesar de não ter convivido diretamente com Niemeyer, disse que foi um “grande admirador dele e de sua obra”.

Na Comissão de Direitos Humanos (CDH) também foi feita homenagem ao arquiteto. Antes de se iniciar uma audiência sobre exploração sexual de crianças e adolescentes, o presidente da CDH, Paulo Paim (PT-RS), pediu aos presentes que fizessem um minuto de silêncio em homenagem a Niemeyer.