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Bandidos usam Ponte Rio Negro para escapar da polícia, em Manaus

Batalhão de Trânsito é orientado e olhar documentação de veículos; suspeitas são deixadas de lado, segundo PMs dos postos 18/03/2012 às 18:08
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Fiscalização na ponte deve aumentar na tentativa de diminuir criminalidade
Joana Queiroz Iranduba

Bandidos estão cruzando o rio Negro para fazer assaltos, traficar droga e esconder produto de roubo no Município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus). Eles também passaram a utilizar a cidade vizinha como esconderijo da polícia, depois de praticarem assaltos e homicídios em Manaus. A mobilidade deles foi facilitada com a inauguração da ponte Rio Negro, e a falta de um posto de fiscalização da polícia, favorece a bandidagem.

A constatação é feita pelas polícias Civil e Militar, com base nos  números de ocorrências que aumentaram na Delegacia de Polícia de Iranduba, das chamadas recebidas pelo Batalhão da PM do Município e também pelos moradores que começam sentir o impacto do progresso e suas mazelas.

Na semana passada, a Polícia Civil recuperou três veículos que haviam sido roubados em Manaus e que foram encontrados escondidos em ramais, na área rural de Iranduba. Os veículos eram duas picapes, uma mo delo L200 e outra Strada que foram roubadas durante o latrocínio do engenheiro Gino Rondon, ocorrido no dia 6 deste mês, no bairro do Japiim. Uma outra picape, uma do secretário municipal de Administração de Manaus, Antônio Assunção,que foi roubada na praça de alimentação do conjunto D. Pedro I, na Zona Oeste, no dia 28 de fevereiro. Em depoimento à polícia os assaltantes  confessaram ter vendido o veículo para um traficante de droga.

Para o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), delegado Orlando Amaral, que preside os dois inquéritos, há suspeita que os carros foram abandonados pelos criminosos, que deveriam voltar para pegá-los. “Ainda não dá pra dizer se eles iam desmontar esses veículos ou adulterar suas identificações para ficarem circulando pela cidade”, disse.

O delegado Petrônio Carvalho, titular de Iranduba, afirmou que o número de ocorrências aumentou e a polícia não está conseguindo localizar os autores. 

No mês de janeiro, foram registradas 56 ocorrências de furto, nove de homicídio, seis assaltos, dois estupros a vulnerável e dois casos de tráfico de droga. Já em fevereiro, foram 57 furtos, 12 homicídios, oito assaltos e quatro estupros a vulnerável. Em janeiro, foram feitas seis prisões em flagrante e em fevereiro, oito.