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Bebê vítima de negligência hospitalar no AM continua internado e sem previsão de alta

Menino que recebeu medicação oral pela veia segue internado em estado grave. A enfermeira foi afastada da função pela Susam 29/11/2012 às 07:55
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O bebê de quatro meses continua internado na UTI no PS da Criança da Zona Sul
Carolina Silva ---

O bebê de quatro meses, que está internado desde domingo no pronto-socorro da Criança, na Cachoeirinha, Zona Sul, inda não tem previsão de alta. Ele foi vítima de suposta negligência de uma enfermeira, que não teve o nome revelado, ao aplicar um medicamento. A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou nesta quarta-feira (28), que o bebê continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e que o estado de saúde dele é grave.

O menino deu entrada no pronto-socorro da Criança na manhã de domingo, onde foi constatado princípio de pneumonia. A médica que atendeu a criança pediu para que a enfermeira aplicasse um medicamento. Mas, logo após o suposto erro, o bebê começou a inchar e ficar roxo, apresentando sinais de convulsão.

“Desde domingo ele está inchado e ninguém mais comentou sobre o erro da enfermeira”, disse nesta quarta-feira o pai do bebê, de 16 anos. A Susam informou também que o bebê não apresentou nenhuma variação para melhor ou pior desde a internação na UTI da unidade de saúde estadual.

Os familiares relatam que, na ocasião, ouviram a médica gritando com a enfermeira, dizendo que a medicação prescrita deveria ter sido administrada via oral, e não pelo braço do menino. A enfermeira foi afastada da função pela Susam, que abriu uma sindicância na manhã de segunda-feira para investigar e esclarecer o suposto erro.

O procedimento deverá ser concluído dentro de 30 dias. O caso, que foi registrado pela família no 7º Distrito Integrado de Polícia (7º DIP), no São Lázaro, Zona Sul, também será levado ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

Segundo a Susam, caso o erro seja comprovado, a enfermeira responderá a medidas administrativas. Além disso, pela falha no exercício da profissão, ela sofrerá sanções estabelecidas pelo Conselho Regional  de Enfermagen (Coren-AM). Até a conclusão da sindicância, ela não poderá atuar em unidades de saúde do Estado.