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"Brasil será referência sobre desenvolvimento sustentável na Rio+20", garante ministro de Dilma

A afirmação é do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que esteve na abertura do 7º Congresso Gide "Novas Fronteiras do Investimento Social", que acontece em São Paulo (SP) até nesta sexta-feira (30) 28/03/2012 às 21:56
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Denise Aguiar, Presidente do Conselho de Governança do GIFE e presidente da Fundação Bradesco, e Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Elaíze Farias São Paulo

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, garantiu nesta quarta-feira (28) que o Brasil será referência sobre “conceito de desenvolvimento sustentável” durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas que acontece em junho deste ano, no Rio de Janeiro. Conforme Carvalho, o evento deverá apontar “alternativas ao modelo de sociedade atual”.

A afirmação de Carvalho ocorreu na abertura do 7º Congresso Gide "Novas Fronteiras do Investimento Social", que acontece em São Paulo (SP) até sexta-feira (30).

Gilberto Carvalho iniciou sua participação no Congresso dando uma notícia em primeira mão: o ex-presidente Lula havia telefonado por volta de 11h desta quarta-feira informado que “o câncer estava superado”. A plateia aplaudia após ouvir a notícia.

Críticas

A intervenção no Congresso sobre a agenda da Rio+20 do ministro Gilberto Carvalho ocorre em um momento em que o governo brasileiro é questionado por organizações sociais. Estas acusam o governo brasileiro de falta de compromisso relacionado aos diretos de populações atingidas por grandes empreendimentos - como é o caso das hidrelétricas na Amazônia.

O próprio ministro, que vem participando deste o início deste ano de várias reuniões nas quais está se definindo a agenda brasileira na conferência, vem sendo cobrado por organizações da sociedade civil, sobretudo os que defendem uma política concreta de desenvolvimento econômico sustentável, sem impactos sociais e ambientais.

É cada vez mais crescente a crítica de organizações para a política socioambiental do governo Dilma. No início deste mês, várias entidades do país elencaram, por meio de um documento (http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3512) uma série de "retrocessos" cometidos pelo governo Dilma, como a redução de unidades de conservação, aumento da violência no campo, morosidade em regularizações fundiárias de terras indígenas, dificuldade para coibir mudanças no Código Florestal, entre outros.

Durante sua intervenção no Congresso Gife, Gilberto Carvalho sinalizou sobre qual o modelo que o governo brasileiro planeja empreender em sua política econômica: "É preciso articular crescimento econômico com desenvolvimento sustentável. Agendar compromissos concretos e reformular processos históricos. Devemos deixar um legado conceitual e cultural que fará a diferença para as próximas gerações. Um projeto mais humano, sustentável e inclusivo”, disse.

Fundo

O ministro também anunciou a criação de uma fonte de financiamento para dar mais autonomia às organizações sociais. As fontes de financiamento serão Banco do Brasil, BNDES e Petrobrás, no valor estimado, inicialmente, em R$ 200 milhões.

Ele afirmou que espera “para ainda este primeiro semestre de 2012” a execução deste  projeto. O fundo foi batizado de Política Nacional de Formulação Social. As linhas que poderão ser contempladas com o fundo são sustentabilidade, justiça ambiental e defesa dos direitos.

*A repórter viajou a convite da Rede Gife.