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Bumbá Garantido retoma galpão e cobra na justiça indenização de R$ 600 mil por danos

Garantido ingressou com três ações judiciais na Comarca de Parintins e quatro recursos no Tribunal de Justiça do Amazonas sobre o caso 18/03/2013 às 06:52
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A Cidade Garantido volta à nação vermelha e branca após batalha judicial
JONAS SANTOS ---

A Associação Folclórica Boi Garantido conseguiu de volta os galpões de seu quartel general na Cidade Garantido e vai cobrar na Justiça indenização equivalente a R$ 600 mil do empresário Francisco Vasconcelos, o “Chiquinho da Auto-Peças” por danos morais e materiais, em razão dos prejuízos causados com a quebra de alegorias que foram jogadas no meio da rua.

Neste domingo (17) de manhã, o desembargador plantonista Sabino da Silva Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), suspendeu o Mandado de Imissão de Posse deferido pela juíza da 2ª. Vara Comarca de Parintins, Melissa Sanches, em favor do empresário, que arrematou o imóvel em leilão. Em seu despacho o desembargador sentencia que o efeito do mandado está suspenso até o julgamento final do processo.

“Houve um equivoco judicial e arbitrariedade da parte do empresário. Vamos cobrar o ressarcimento dos prejuízos causados. Nossas alegorias ficaram nas ruas. Houve furtos e danificações das estruturas. Vamos cobrar judicialmente para que o empresário Chiquinho pague esses danos e os constrangimentos que a nação vermelha e branca passou”, afirmou o presidente da Associação Folclórica, Telo Pinto. 

Telo disse também que o Garantido ingressou com três ações judiciais na Comarca local e quatro recursos no Tribunal de Justiça do Amazonas sobre o caso. “Alegamos ao desembargador que não foram respeitados os prazos do processo de transitado e julgado”, completou o presidente. Ontem mesmo, Telo e sua diretoria retornaram a Parintins para tomar posse dos galpões da Cidade Garantido.

O advogado do Garantido, Raul Goés, disse ainda que no Agravo de Instrumento ingressado com pedido de urgência no TJ-AM, foi argumentado que não foi respeitado a Lei de Processo Penal, em razão de o preço do imóvel arrematado estar avaliado em R$ 7 milhões e ter sido levado a leilão pela Justiça pelo preço de R$ 120 mil.

O empresário tomou posse do bem imóvel na quinta-feira passada e imediatamente mandou retirar todas as alegorias dos galpões e as mobílias do centro administrativo do boi. O mandado foi cumprido um dia após uma caravana de 400 pessoas, entre diretores, funcionários, brincantes e artistas terem viajado de Parintins para a gravação do DVD do Centenário do boi em Manaus.