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Campanha nacional de vacinação contra febre aftosa tem início no Amazonas

Campanha contra a febre aftosa teve início nesta quinta-feira, 15, em Barreirinha e em mais 40 municípios do Baixo Amazonas. A Secretaria de Produção Rural (Sepro) diz que apesar do Estado não ser exportador de carne, deve contribuir para a não proliferação da doença em seu rebanho 15/03/2012 às 20:35
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Rebanho amazonense vacinação contra febre aftosa
acritica.com Manaus

A campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa 2012 começou pelo Amazonas nesta quinta-feira, 15, com lançamento no Parque de Exposição do município de Barreirinha, distante 329 Km de Manaus (AM).

A decisão veio com o aval do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em conjunto com a Comissão de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav) do Amazonas, antecipando assim em 45 dias a campanha para imunizar os animais devido a época de chuvas na Região.

Com investimentos de R$1.600.000,00 do Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), responsável pelo trabalho, informa que essa campanha no Estado será dividida em dois blocos.

Nessa primeira fase serão atendidos, segundo o secretário da Sepror, Eron Bezerra, nas proximidades de Manaus e demais municípios do Baixo Amazonas, que ainda não são áreas livres.

Além de Barreirinha, simultaneamente outros 40 municípios do estado também participam da campanha contra a febre aftosa neste dia. Assim, a vacinação atingirá 41 municípios: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamim Constant, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Japurá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tefé, Tonantins, Uarini, Urucará e Urucurituba.

Eron destaca que apesar do Amazonas não ser um estado exportador de carne, tem um rebanho bovino com cerca de um milhão e meio de cabeças de gado, mas, o trabalho é para que a aftosa na região Norte não contribua negativamente para o saldo da balança comercial do país.

-Daí boa parte do orçamento da Sepror ser destinado na defesa sanitária animal e vegetal, para não acontecer o que houve em 2004 quando tivemos foco de aftosa”, revela Eron.

Durante a campanha, os fiscais e médicos veterinários da Comissão de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav) irão visitar 11.325 propriedades. O produtor que desobedecer a determinação de vacinação de todo o gado será multado em R$ 40 por animal, podendo ainda ter a propriedade interditada e a proibição de circulação do gado contaminado.

O secretário da Sepror lembra que a maior vantagem em ter um rebanho sadio e vacinado é a comercialização da carne em qualquer lugar. "O difícil não é eliminar a febre aftosa de um Estado, mas sim conseguir manter esta condição", explica Eron.